21 de set de 2017

O Feminismo me aproximou de minha mãe.


Foto mina e da minha mãe, ela esta abaixada ao meu lado e sorrimos.


Hoje tenho 36 anos de idade e com minha família construída,  neste momento parei pra pensar em minha mãe e resolvi escrever este texto.

O feminismo trouxe para mim muitos esclarecimento e hoje vejo minha mãe de uma maneira mais critica, humana e compreensível.
Não foi fácil escrever este texto, pois eu iniciei ele em 2015 e não dei continuidade, mas hoje me sinto mais madura para dar continuidade
Minha mãe tem 50 anos de idade, nossa relação é as vezes intensa, as vezes complicada mas marcada por cumplicidade, respeito e admiração como muitas relações entre mãe e filha.
Passei a compreender mais a minha mãe e admira-la embora esta admiração venha calçada de sacrifícios que ela não deveria ter passado por toda esta questão cultural.

Talvez ela nunca leia este texto, mas quem sabe alguém pode ler pra ela ou comentar. É um texto que carrega marcas de um passado e vivências do presente e perspectivas do futuro que podem trazer ruídos e más impressões mas é verdadeira, libertador e muito doloroso.

Sim minha mãe assumiu na sua trajetória o papel que a nós mulheres é intitulado pelo sociedade e toda essa construção cultural do ser Mulher,  mãe, dona de casa, esposa e não teve a oportunidade de estudar como tantas mulheres que se tornam mães precocemente e assumem uma família.

Sim e isso se dá no momento em que volto aos seus 15 anos de idade onde grávida de mim, dormia ainda com seus pais, mas de repente perde a mãe precocemente e se vê sozinha já comigo nos braços, uma criança cuidando de outra, meu genitor vai morar em São Paulo com sua familia e ela prefere ficar, com medo nos coloca em uma situação pior ainda onde fica comigo dentro de uma casa sozinha e começa a vender tempero verde pra me dar o que comer.
Filha casula tem mais 15 irmãos que claro foram criados por minha vó Constância, mas quem deveria dar apoio e auxilia aquela menina tão jovem e mãe são aqueles que viram as costas para ela.

O meses passam de repente é convencida a me arrumar e ir comigo  um  lugar  onde poderiam nos ajudar segundo minha tia, inocente me arruma e vai com aquelas pessoas que nem conhecia,  quando percebe me tiram dos braços e comunicam que eu teria que ficar sobre os cuidados da justiça por causa de uma denuncia de minha tia que mesmo podendo ajudar preferiu me colocar em um orfanato, foram dois anos assim minha mãe todo fim de semana ia me ver mas sofria muito por me ver naquele lugar e a justiça não dar o direito a ela de mãe.
E assim ela seguiu durante dois anos, as visitas aos fins de semana a vontade de estar comigo, ela acompanhando meu crescimento.
Em um bailizinho conhece aquele que mudaria toda nossa história, apaixonados ele não consegue  ver mais minha mãe sofrer mesmo sendo menor também pede para sua mãe me tirar daquele lugar e assim eu voltar para os braços da minha mãe.
Este foi o inicio de uma história como de muitas mulheres que jovem se veem sozinhas e abandonadas no caso da minha mãe foi o destino que  pregou uma peça sem graça com a perda daquela que era seu porto seguro sua mãe, sim meu avo morava junto e em nada era a mesma coisa e ali se repetia a construção do que é ser mulher, sim aquela que cuida dos filhos, casa e marido.
E não é que minha mãe repetia a mesma trajetória que minha vó ao se casar para poder me ter com ela novamente, construiu sua família foram 15 anos ao lado do homem que foi meu pai e é, mas uma relação conturbada e sofrida mesmo com a garra dos dois em ir em busca dos objetivos pois eram 4 bocas para comer.
Mas ela chegou a amar esse homem que assumiu sua primeira filha como fosse sua e cresci em um lar com pouco amor por parte dos dois e rodeado de muita violência física pequena e mais velha em cada briga deles eu que assumia tudo mesmo com minha vó sempre perto pois sempre ficamos com meu pai, assim cresci tão criança e já responsável, minha mãe ao saber que estávamos passando fome sempre voltava para casa sabendo que a alegria em ter ela de volta duraria por pouco tempo e nossa alegria também até a próxima briga deles.
Não quero disser que minha mãe sempre foi santa não de santa ela nada tem e cometia seus erros o que gerava toda infelicidade entre todos nós, mas meu pai errava e muito em bater nela as vezes quase até a morte, lembro que eramos pequenos e pulávamos nele até os vizinhos  se meterem.
Sim cresci em um ambiente de violência mas isso não me fez fria e violência com meu filho muito pelo contrário transmito pra ele tudo que não tive ou que tive pouco, amor e respeito pois odeio violência.
Nossa infância que pouco consigo lembrar, sempre gostei de brincadeiras de ensinar, escrever e as vezes montava uma casinha na arvore que a chata da minha irma sempre queria tudo que eu fazia e eu odiava isso pois ela sempre tirava tudo de mim e claro eu sempre escutava aquela frase tu é mais velha que ela. Eram essas nossas brincadeiras tínhamos poucos brinquedos, roupa era dificil ganhar.
Sim ser a mais a velha é chato pra caramba e eu odiava a ideia de ter que cuidar da casa enquanto meus pais trabalhavam e cuidar dos meus irmãos pois esta é a realidade do ser MULHER, e comigo não foi diferente, sim assumi o papel da minha mãe.
Minha mãe sempre foi muito caprichosa e adorava limpar e arrumar a casa, tirava tudo do lugar e quando meu pai vinha tarde pra casa duro de pinca ou caia ao resbalar no tapete ou trocava  quarto por sala, coisas de mãe e que hoje eu faço o mesmo.
Meu pai tinha uma vida interessante, não perdia tempo com picuinhas de crianças ou com os afazeres de casa e deixava esse papel para a mãe, noites em hospital, noites acordadas e eu tendo que mesmo pequena ir para o hospital para que minha mãe pudesse tomar um banho pois descansar não dava.
Ela que abria não de seus empregos para fazer o seu papel enquanto meu pai seguia sua vida normalmente não abrindo mãe de sua vida.
Entendo minha mãe quando aceitou muitas vezes que meu pai passasse as noites na rua, bebendo, jogando seu futebol e com seus amigos enquanto ela seguia.
Já na adolescência não queria repetir o mesmo erros dos meus pais, sempre gostei de estudar e assim segui nos meus estudos mas carregava comigo muita independência comecei a trabalhar cedo pois queria ter minhas coisas e meu dinheiro.
Muitas vezes tive vontade de fugir de casa pois ver minha mãe sofrendo e apanhando doía e não queria mai estar ali, a paz durava pouco pois quando os dois bebiam pronto a paz virava em inferno.
Fico aqui pensando que toda essa independência desde pequena já era uma posição feminista que me dominava ao querer ser eu.
Hoje consigo entender melhor todo sofrimento de minha mãe e das tantas vezes que saiu de casa e teve que voltar por causa dos filhos, essa mulher carregava com ela dor e um silêncio, tinha que se virar em mil, trabalhar, cuidar de nós, do meu pai e da casa.
Lembro que muitas vezes acordava com meu pai espraguejando minha mãe por que ela não havia lavado suas meias e cuecas, como se a minha mãe tivesse  essa responsabilidade, mas pra quem foi criado por minha vó com tudo nas mãos e isso ela reproduziu para seus netos, claro que meu pai queria uma mulher ao lado dele que nem minha vó.
Dai faço uma reflexão do quanto as coisas são reproduzidas nas gerações e são criações machistas do dia a dia onde o homem é aquele que tem tudo nas mãos e até a sua cueca lavada e passada, mas no caso da minha mãe ela sem querer tinha posições FEMINISTAS mesmo sem saber, sim era uma dona de casa, bela e nem tanto recatada.
Sim as vezes rebelde e decidida mas seria talvez as dificuldade da vida a deixou assim ou era sua personalidade que muitas vezes preferia sair de casa para ter paz e nos deixar por não ter como nos levar, mas esta valentia carregava consigo a determinação de ter que voltar para casa.
 Minha mãe mudou e muito hoje separada a 17 anos é outra mulher, madura e determinada ela precisava se libertar deste casamento que trouxe tanto sofrimento mas acredito que momentos bons pois meus pais eram grandes companheiros em querer crescer juntos.
Hoje dezessete anos passado não permite que homens mandem em sua vida, é livre e assume sua posição sobre o ser mulher.
Tenho orgulho dessa mulher pois com todo o sofrimento que a vida lhe trouxe não perdeu seu brilho e a vontade de viver, dona de uma resiliência, um humor que as vezes acho que continua imatura e moleca mas dona SI.
Entendo minha mãe quando aceitou muitas vezes que meu pai passasse as noites na rua, bebendo, jogando seu futebol e com seus amigos, sim meu pai não dava

O Feminismo mudou minha relação com minha mãe no momento que trouxe para minha vida essa violência sofrida por ela por anos e que no meu caso me deixou em uma cadeira de rodas.
O Feminismo mudou minha relação com minha mãe quando hoje sou mãe e infelizmente passo por muitas coisas que ela passou e que me permitem ser a melhor MÃE do mundo abrindo mão de muitas coisas pois sou mãe por opção e escolha.
O Feminismo mudou minha relação com minha mãe quando hoje somos grandes amigas e cúmplices do ser mãe e filha.
Hoje tenho a certeza que o FEMINISMO não entrou tardiamente na minha vida mas no tempo de poder refletir e poder enxergar a mulher que me colocou no mundo e nunca desistiu de mim, sou grata a mulher que me tornei e hoje posso ve-la de uma maneira clara e sem sombras.

Admiro dia após dia essa grande mulher que se chama VERA.
                                                 
                                            SOU AQUILO QUE VC ME ENSINOU....
                                                    UMA GRANDE MULHER....





28 de ago de 2017

Teoria Crip: Roberto McRuer mescla os estudos Queer com os da deficiência e se atreve a pensar em outro mundo possível


Imagem de várias mulheres e homens com deficiência,


Teoria Crip

[Original por Marcela V. O.]

Tradução Jackeline Susann S. Silva.


Disponível em: http://faptdivers.blogspot.com.es/2008/02/teora-crip.html

Assim como a masculinidade hegemônica e a heterossexualidade, a funcionalidade completa do corpo é uma não-identidade. Esta se forma da norma pela qual não se pode identificar como uma posição específica. Se forma de um ponto de partida ‘natural’ e por um dado feito, desde o qual se formam as outras identidades, e por isso de alguma maneira não chama atenção. O que chama a atenção é o que é uma posição de identidade destacada, é a ‘anormal’, a diferente.

Assim, nascem os temas sobre a homossexualidade, a deficiência e sobre a mulher.

O divergente se problematiza e se politiza, em vez de se questionar a norma que cria estes ‘problemas’. A Teoria Crip (Crip Theory) se centra em como se cria a perfeição do corpo e desveste a sua naturalidade. O ponto de partida é uma análise do binário capacitado/discapacidado (abled/disabled), presumindo que este é não-natural e hierárquico.

McRuer chama de “Critical Disability” a posição de qual é possível questionar a ideia completa de capacidade física e a descreve como uma discapacitação consciente, que não é o mesmo que uma discapacidade; sendo uma identidade, um posicionamento político, que a sociedade pode se questionar. Enquanto que a discapacidade se trata de uma exclusão imposta e não desejada, a discapacitação é uma identificação consciente com a exclusão, um lugar desde qual a normalidade se pode criticar. Esta discapacitação consciente (critica), cuja a trajetória pode traçar-se nos movimentos de libertação dos anos ’60 e 70’, desestabiliza a identidade de capacitado (como uma completa capacidade física).

Segundo a Teoria Crip, a ‘critical disability’ produz uma crise de identidade na norma, através de qual a sociedade aprende a tolerar o divergente até um certo ponto. A identidade normatividade se faz flexível. A identidade flexível é uma ‘vitima’ necessária para manter a dicotomia divergente/capacitado-capacidade reduzida. O aumento da tolerância tem como tarefa manter a posição normativa intacta, garantir a futura existência da norma. Se trata de uma tolerância que sempre exige o submetimento dos divergentes.

Ao que se refere a criação de identidades, a Teoria Crip, utiliza o conceito de ‘performatividade’ de Judith Butler. As identidades dos capacitados se criam quando estes tratam de parecer-se o ideal de indivíduo capacitado fisicamente (‘perfeito’). A sociedade se converte em uma cena onde os cidadãos atuam com suas identidades normativas e normatizadoras. A identidade normativa flexível se converte, por vezes, em ‘performatividade’.

Outro sentido, é a análise crítica da completa capacidade física que oferece a Teoria Crip, é mais difícil que a análise sobre a heterossexualidade e masculinidade hegemônica. Estas duas são secundárias com respeito a capacidade física. Estar em uma situação onde a perfeição física arrisca-se ser questionada, tem como consequência que tanto o sexo como a sexualidade não se podem identificar (uma crítica comum aos estúdios sobre handicap, é que tanto a análise como a teoria veem as pessoas como sem sexo e assexuais).

Outra coisa, é que não é possível falar ‘dos deficientes’. McRuer afirma que ‘crip’ se posiciona em relação a ‘deterioração’ e ‘deficiência’, como ‘queer’ se posiciona em relação a ‘lesbiana’ ou ‘gay’, quer dizer olha com ceticismo diante das categorias institucionalizadas (com claros limites traçados entre elas).

Se a distinção entre capacidade reduzida/discapacidade e capacidade completa não se pode alcançar, é possível para o sujeito e as identidades ir mais além do limite e não desejar-se posicionar como perfeito ou imperfeito. Isto é possível, segundo McRuer, através da impossibilidade de alcançar a perfeita capacidade física; em relação a esta todos de alguma maneira somos submissos. Isto da possibilidade de uma posição relativamente geral que sobretudo os ‘normais’ tolerantes destacam, quer dizer, que “todos somos discapacitados de alguma maneira”, o que implica que todos estamos na mesma situação. Para McRuer, esta ideia é desafiante, já que rompe com a barreira nós-eles, mas também pode ser bastante favorável para os neoliberais, já que é possível reduzir as obrigações.
categorização das pessoas com deficiências é necessária para manter a discriminação que cria a discapacidade [deficiência]. Capacidade reduzida-discapacitação, são duas caras da mesma moeda, esta é uma das ideias básicas da Crip Theory. Uma é a condição para que exista a outra. A categorização é uma ferramenta para criar e manter a exclusão. A Teoria Crip marca a posição/identidade como um possível ponto de partida para questionar a normalidade.


Embora as pessoas com capacidade reduzida compartilhem da exclusão, a identidade consciente está longe de ser consequência disso. Por isso é mais relevante falar em uma capacidade reduzida/discapacidade como duas caras da mesma moeda. A deficiência, os impedimentos para a participação e a igualdade que criam a exclusão podem levar a uma discapacitação consciente. Também pode levar a que o indivíduo acomode suas expectativas e internalize a opressão. Uma discapacitação consciente significa que o indivíduo ‘sai’ com sua nova identidade política.


Crip é uma posição contra do ableismo (discriminação das pessoas com deficiência em favor das pessoas que não são) mas, não é necessariamente uma ideia homogênea sobre a capacidade reduzida/discapacidade como identidade. Portanto, ser Crip é identifica-lo e impor resistência contra o atavismo, assim como ser feminista é se posicionar contra a ordem do poder. Não é necessário ter uma deficiência para ter uma posição Crip, da mesma maneira que não é necessário ser mulher para tomar uma posição feminista. Portanto, crip como posição tem o potencial de ser inclusivo. Ainda que exista o risco de que os capacitados usurpem o ‘crip’ e esvaziem seu potencial radical, diz McRuer.


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Referências


McRuer, Robert : Crip Theory: Cultural Signs of Queerness and Disability. New York University Press, 2006.

Berg, Susanne & Grönvik, Lars: Crip Theory – en preliminär positionering. 2007

O sonho de fazer uma GRADUAÇÃO se realiza.


Na faixa esta escrito nas cores preto, vermelho e azul.
Valeu! Carol
Serviço Social
Unifran
Bixo/17

Estou de volta com novidades pois são elas que me fazem ficar sem escrever no blog.
Desde muito pequena sempre gostei de estudar,lembro que minha vó nem precisava me chamar para ir para a escola, eu me acordava sozinha, me arrumava e ia para a escola pois adorava ter meus materiais, minha mochila e lápis.
Sim para mim era um novo mundo algo fascinante para uma criança de sete anos, lembro que uma vez eu me acordei antes da hora e sozinha me arrumei e fui bem bela antes do horário para a escola, quando cheguei lá não tinha ninguém e fiquei totalmente sozinha  as horas passaram e nada de ninguém aparecer e eu lá ansiosa.
Quando percebi minha vó vinha em minha direção muita brava, me xingando e até me deu umas chineladas para que eu nunca mais saísse de casa sozinha e sem avisar.
Essa foi uma das minha travessuras enquanto criança pelo fato de gostar de estudar, eu cresci mas sempre amei estudar, finalizei meus estudos sempre com muita dificuldade.
No ensino fundamental eu já trabalhava e estudar era algo cansativo, eu ia para a aula no período da manhã e muitas vezes dormia em sala de aula por conta do cansaço mas com tudo isso eu finalizei o ensino fundamental.
Para finalizar o ensino médio foi ainda pior pois já estava na cadeira de rodas, os obstáculos e as barreiras fizeram que eu tivesse muita determinação para enfrentar tudo isso, mas consegui com muita ajuda de pessoas queridas.
Lembro que adolescente eu tinha o sonho de me formar em direito, achava um máximo poder ajudar alguém e este pensamento me acompanhou até uns quatro anos atras, quando percebi que não era direito que eu queria fazer, fora a dedicação em estar sempre lendo e estudando, a pessoa aqui não gosta muito de ler mas estou aprendendo.
Vivendo ao lado da Telia formada em jornalismo eu me atendei a comunicação algo que sempre me acompanhou n minha trajetória, o blog foi a primeira ferramenta de comunicação, lendo os diversos textos escrito por Telia e também sempre escrevendo meus artigos me vi com a vontade de fazer jornalismo.
Mas a faculdade de jornalismo é muito caro e depois de tantas tentativas no ENEM eu acabei tendo que repensar caso surgisse uma possibilidade de fazer faculdade, e fui pensando em qual area eu poderia trabalhar, como desenvolvo um trabalho todo voltado para o social e por viver desde jovem sempre com a presença as assistentes sociais, foi ai que me decidi em fazer Serviço Social.
A decisão estava tomada mas ainda faltava a questão principal para tornar este sonho realidade, o financeiro algo que sempre me impediu de muita coisa e entre elas o de cursar uma graduação.
Um dia aqui em casa conversando com minha mãe surgiu o assunto da faculdade e disse que eu queria muito realizar este sonho e minha mãe na hora me disse, começa a procurar e ver valores que tu vai sim fazer a faculdade.
Comecei a pesquisar lugares e preços e foi uma longa busca, até que consegui um local sem a necessidade de aula presencial o que para mim é fundamental.
No dia que fui conhecer o local fui muito bem recebida, um local acessível, o orientador me passou todas as informações necessárias e disse que eu teria que fazer uma redação e me alcançou um monte de folhas para que eu escolhesse o tema e para minha surpresa a primeira folha trazia o tema da violência contra as mulheres, destina talvez, mas esta foi a minha escolha para realizar o vestibular.
Com a redação pronta entreguei e era só esperar sair o resultado, os dias passaram e eu estava ansiosa pelo resultado e nada por mais que eu sabia que era um tema que eu trabalho, eu precisava saber do resultado.
No dia 11/07 estávamos comemorando o aniversário do filhote, ele brincando com os primos aproveitou e muito este dia, depois que todos já tinham ido embora eu recebo duas mensagens no meu celular que dizia:PARABÉNS VOCÊ PASSOU NO VESTIBULAR DA UNIFRAN.
Dei um grito de felicidade, comecei a tremer, um sentimento tão bom que nem consigo descrever tomou conta de mim naquela hora, a primeira coisa que fiz foi ligar para minha mãe e disser para ela que tinha recebi um presente maravilhoso no dia de hoje, fui aprovada mãe, minha mãe ficou alegre com a noticia, agora sim as coisas vão acontecer.
Agora tu já pode fazer a faixa. Sim aquela que eu sempre vi nas casas de BIXO. Agora seria a minha faixa de BIXO.
No dia 03/07 tive a primeira aula inaugural de serviço social, depois um barzinho para comemorar mais esta etapa e agora foi dada a largada, daqui a quatro anos terei o tão sonhado CANUDO em minhas mãos.
A musica já escolhi e nem preciso disser qual é.
Aos que torcem por mim, meu muito obrigado e aos que infelizmente não torcem, meu muito obrigada também!
                                                         SERVIÇO SOCIAL 2020

22 de ago de 2017

Diálogo: Sexualidade e a mulher com deficiência


O Grupo Inclusivass convida!
Na Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, quando toda(os) estão com as atenções voltadas para discussões e manifestações em defesa dos direitos das Pessoas com Deficiência, o Grupo Inclusivass estará realizando sua atividade com um tema que não é abordado pela sociedade, falar da sexualidade da mulher com deficiência é estarmos quebrando os Tabus e preconceits que são criados a cerca deste tema.
Por isso queremos fazer esta provoção e juntas construirmos um dialógo sem mitos, tabus, olhares e peconceitos
Convidamos todas(os) para uma conversa.
Descriçao do convite:
Convite sobre imagem fotográfica preto e branco de duas mulheres nuas sentadas no chão e enconstadas uma na outra. Imagem de pássaros brancos estão sobrepostas, criando uma nuvem suave.
Diálogo: Sexualidade e a mulher com deficiência.
Dia 24 de agosto de 2017 a partir das 17 horas no Santander Cultural. Rua 17 de Abril, número 1028. Praça da Alfândega, centro histórico, Porto Alegre, RS.
Realização: Inclusivass e Apoio: Santander Cultural

Fonte:Divulgação no Facebook

16 de ago de 2017

2° Copa Hélio Passos de Judô Paralímpico 2017.


Agende- se para este final de semana.

2° Copa Hélio Passos de Judô Paralímpico 2017.
Com lançamento do Instituto Hélio Passos apadrinhado por Antônio Tenório
Data: 19 de agosto
Horário:13:30
Local: Lindóia Tênis Clube (Travessa Cmte Gustavo Cramer,90,Jardim Lindóia, Porto Alegre)
#PraCegaVer e #PraCegoVer
Imagem retangular com fundo azul.
No centro superior da imagem a logo do Instituto Hélio Passos com sua identidade visual.
No centro da imagem a frase: 2° Copa Hélio Passos de Judô Paralímpico de 2017.
Com lançamento do Instituto Hélio Passos apadrinhado por Antônio Tenório que está mais abaixo do texto e ao lado um círculo  com fundo vermelho e o  rosto de perfil de Tenório, que ergue uma medalha que está sobre seu pescoço.
Abaixo as seguintes informações:
Data: 19 de agosto
Horário:13:30
Local: Lindóia Tênis Clube (Travessa Cmte Gustavo Cramer,90,Jardim Lindóia, Porto Alegre)

7 de ago de 2017

11 anos da Lei Maria da Penha e minha reflexão.

Imagem em preto e branco.
O foto mostra o pé direito apoiado na perna esquerda e a estrutura da cadeira de rodas do lado esquerdo.

Depois de passar dois dias com muita dor, hoje fiquei em casa, sim o cansaço emocional não me permitiu que eu estivesse mais um ano militando nas ruas.
Mas este dia me trouxe uma grande reflexão que as mulheres com deficiência continuam invisíveis pela sociedade e estado.
E está invisibilidade causa o silêncio de muitas mulheres com deficiência, que se quer tem o entendimento que estão sofrendo violência.
Segundo dados internacionais pois ainda o Brasil não tem essas estatísticas as mulheres com deficiência sofrem 3X mais violências que as demais mulheres, embora sofram todos os tipos de Violência ainda estamos longe de incluir as mulheres com deficiência nas políticas de enfrentamento e demais políticas.
A falta de garantias e inclusão nas políticas pelo estado causa a essas mulheres o silêncio de denunciar.
Outro fato importante para que as mulheres com deficiência denunciem é a falta de estrutura física nas delegacias de atendimento as mulheres, falta de intérprete de libras, a falta de credibilidade são fatores essenciais para que estás vítimas permaneçam no ciclo da violência.
Aqui no estado temos apenas uma delegacia da mulher e com péssima estrutura as mulheres com deficiência que ao procuram este serviço são transferidas a outro local mais acessível e lá são atendidas e isto acorre neste ano pois até o ano passado se uma mulher cadeirante fosse procurar atendimento se quer tinha como acessar o local por conta das escadas na entrada.
Se esta mulher for surda segundo informações do próprio departamento existe apenas uma profissional que tem conhecimento em libras, se esta profissional estiver em plantão ela que faz a mediação e caso não esteja é marcado um outro dia e horário para fazer a denuncia.
Isso nós faz pensar e se está mulher estiver em grande perigo ela terá que esperar até outro momento para ter o seu direito garantido.
Estas situações deixam claro a falta de comprometimento do estado na efetividade das políticas de enfrentamento a Violência contra as mulheres pois são estas políticas que criam mecanismos de coibir e previnir a Violência.
Se estás políticas não dão conta de todas as demandas da sociedade deixa de lado as mulheres mais vulneráveis ao acesso a esta rede.
Precisamos estar atentas a todas as perdas de direitos que nós mulheres estamos sofrendo ultimamente, o governo seja ele estadual ou federal não trás na sua agenda política a pauta das mulheres causando assim perdas e mais perdas.
A reforma trabalhista e da previdência trás as mulheres com deficiência grandes retrocessos, teremos que trabalhar muito mais pois a dupla jornada de trabalho não é levada em conta quando se é mulher, trabalhadora, mãe e dona de casa.
Infelizmente vivemos uma realidade política de retrocessos aos nossos direitos já conquistados.
Enquanto ativistas teremos que estar cada vez mais unidas nesta luta por garantias.
Embora os indicadores da violência no estado demonstrem uma diminuição nos casos de ameaças e lesão corporal, os casos de estupros e femininos.
Os casos de tentativas de feminicidio aumentaram com acréscimo de 36,9%.
Ainda estamos longe de vivermos em uma sociedade sem violência, é preciso levar esta pauta para as escolas, lares e todos os locais possíveis.
Precisamos criar nossos filhos com igualdade de gênero, deixar de lado isso é coisa de mulher, homem é vivermos em uma sociedade mais igual.
Carolina Santos.

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