22 de ago de 2017

Diálogo: Sexualidade e a mulher com deficiência


O Grupo Inclusivass convida!
Na Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, quando toda(os) estão com as atenções voltadas para discussões e manifestações em defesa dos direitos das Pessoas com Deficiência, o Grupo Inclusivass estará realizando sua atividade com um tema que não é abordado pela sociedade, falar da sexualidade da mulher com deficiência é estarmos quebrando os Tabus e preconceits que são criados a cerca deste tema.
Por isso queremos fazer esta provoção e juntas construirmos um dialógo sem mitos, tabus, olhares e peconceitos
Convidamos todas(os) para uma conversa.
Descriçao do convite:
Convite sobre imagem fotográfica preto e branco de duas mulheres nuas sentadas no chão e enconstadas uma na outra. Imagem de pássaros brancos estão sobrepostas, criando uma nuvem suave.
Diálogo: Sexualidade e a mulher com deficiência.
Dia 24 de agosto de 2017 a partir das 17 horas no Santander Cultural. Rua 17 de Abril, número 1028. Praça da Alfândega, centro histórico, Porto Alegre, RS.
Realização: Inclusivass e Apoio: Santander Cultural

Fonte:Divulgação no Facebook

16 de ago de 2017

2° Copa Hélio Passos de Judô Paralímpico 2017.


Agende- se para este final de semana.

2° Copa Hélio Passos de Judô Paralímpico 2017.
Com lançamento do Instituto Hélio Passos apadrinhado por Antônio Tenório
Data: 19 de agosto
Horário:13:30
Local: Lindóia Tênis Clube (Travessa Cmte Gustavo Cramer,90,Jardim Lindóia, Porto Alegre)
#PraCegaVer e #PraCegoVer
Imagem retangular com fundo azul.
No centro superior da imagem a logo do Instituto Hélio Passos com sua identidade visual.
No centro da imagem a frase: 2° Copa Hélio Passos de Judô Paralímpico de 2017.
Com lançamento do Instituto Hélio Passos apadrinhado por Antônio Tenório que está mais abaixo do texto e ao lado um círculo  com fundo vermelho e o  rosto de perfil de Tenório, que ergue uma medalha que está sobre seu pescoço.
Abaixo as seguintes informações:
Data: 19 de agosto
Horário:13:30
Local: Lindóia Tênis Clube (Travessa Cmte Gustavo Cramer,90,Jardim Lindóia, Porto Alegre)

7 de ago de 2017

11 anos da Lei Maria da Penha e minha reflexão.

Imagem em preto e branco.
O foto mostra o pé direito apoiado na perna esquerda e a estrutura da cadeira de rodas do lado esquerdo.

Depois de passar dois dias com muita dor, hoje fiquei em casa, sim o cansaço emocional não me permitiu que eu estivesse mais um ano militando nas ruas.
Mas este dia me trouxe uma grande reflexão que as mulheres com deficiência continuam invisíveis pela sociedade e estado.
E está invisibilidade causa o silêncio de muitas mulheres com deficiência, que se quer tem o entendimento que estão sofrendo violência.
Segundo dados internacionais pois ainda o Brasil não tem essas estatísticas as mulheres com deficiência sofrem 3X mais violências que as demais mulheres, embora sofram todos os tipos de Violência ainda estamos longe de incluir as mulheres com deficiência nas políticas de enfrentamento e demais políticas.
A falta de garantias e inclusão nas políticas pelo estado causa a essas mulheres o silêncio de denunciar.
Outro fato importante para que as mulheres com deficiência denunciem é a falta de estrutura física nas delegacias de atendimento as mulheres, falta de intérprete de libras, a falta de credibilidade são fatores essenciais para que estás vítimas permaneçam no ciclo da violência.
Aqui no estado temos apenas uma delegacia da mulher e com péssima estrutura as mulheres com deficiência que ao procuram este serviço são transferidas a outro local mais acessível e lá são atendidas e isto acorre neste ano pois até o ano passado se uma mulher cadeirante fosse procurar atendimento se quer tinha como acessar o local por conta das escadas na entrada.
Se esta mulher for surda segundo informações do próprio departamento existe apenas uma profissional que tem conhecimento em libras, se esta profissional estiver em plantão ela que faz a mediação e caso não esteja é marcado um outro dia e horário para fazer a denuncia.
Isso nós faz pensar e se está mulher estiver em grande perigo ela terá que esperar até outro momento para ter o seu direito garantido.
Estas situações deixam claro a falta de comprometimento do estado na efetividade das políticas de enfrentamento a Violência contra as mulheres pois são estas políticas que criam mecanismos de coibir e previnir a Violência.
Se estás políticas não dão conta de todas as demandas da sociedade deixa de lado as mulheres mais vulneráveis ao acesso a esta rede.
Precisamos estar atentas a todas as perdas de direitos que nós mulheres estamos sofrendo ultimamente, o governo seja ele estadual ou federal não trás na sua agenda política a pauta das mulheres causando assim perdas e mais perdas.
A reforma trabalhista e da previdência trás as mulheres com deficiência grandes retrocessos, teremos que trabalhar muito mais pois a dupla jornada de trabalho não é levada em conta quando se é mulher, trabalhadora, mãe e dona de casa.
Infelizmente vivemos uma realidade política de retrocessos aos nossos direitos já conquistados.
Enquanto ativistas teremos que estar cada vez mais unidas nesta luta por garantias.
Embora os indicadores da violência no estado demonstrem uma diminuição nos casos de ameaças e lesão corporal, os casos de estupros e femininos.
Os casos de tentativas de feminicidio aumentaram com acréscimo de 36,9%.
Ainda estamos longe de vivermos em uma sociedade sem violência, é preciso levar esta pauta para as escolas, lares e todos os locais possíveis.
Precisamos criar nossos filhos com igualdade de gênero, deixar de lado isso é coisa de mulher, homem é vivermos em uma sociedade mais igual.
Carolina Santos.

2 de jun de 2017

Filme CAROL no 11º Mostra Cinema e Direitos Humanos de Porto Alegre.



Filme CAROL faz parte da mostra e esta sendo exibido em 26 estados e agora chega em Porto Alegre no 11º Mostra Cinema de Direitos Humanos.
Filme de Mirela Kruel conta a história de vida de Carol que aos 17 anos foi vitima de violência que a deixou cadeirante, Carol teve que vencer as marcas desta violência e seguir em frente, hoje é militante na causa.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:
Entrada Franca
Classificação:14 anos

Dia:07/06/17
Hora:16:00
Local: Cinemateca Capitólio (R. Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico)
Com audiodescrição

Dia:09/06/17
Hora: 16:00
Local: Cinemateca Capitólio (R. Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico)



Dia:10/06/17
Filme e Debate com presença de Mirela Kruel e Carol
Hora:17:00


Descrição da imagem:

Imagem retangular .da capa do filme “CAROL”, Sob um fundo que mostra o lago Guaíba, na orla da Praia de Belém Novo, temos no topo o texto, centralizado e em letras brancas pequenas, “Secretaria do Estado da Cultura”, “apresenta”. Logo abaixo o título, em letras grandes em marrom claro, “CAROL”.
Sob a orla visualiza-se uma cadeira de rodas preta. Por cima dela, esboços da cadeira, com ênfase nas rodas, em salmão e branco. E, a partir da cadeira de rodas, se forma um caminho imaginário traçado em branco sobre as águas do lago.
Logo abaixo dos esboços, têm-se o texto, em letras brancas e pequenas, “um filme de Mirela Kruel”.

19 de mai de 2017

Estatuto do Desarmamento, Armas pela Vida e eu.

Imagem de um coração formado por balas.


Ontem ao ser entrevistada pelA repórter do Jornal Extra Classe para falar sobre o grupo que foi criado "Arma pela Vida" e da manifestação que aconteceu em Porto Alegre,  que defende o direito do cidadão andar armado e se defender, após a repórter me perguntar, confesso que voltei ao dia que levei um tiro e na minha história de vida não relato esta parte que escreverei aqui.
Nunca escrevi sobre a arma que me deixou cadeirante, matou o Marcelo e matou quem fez tudo isso mas vamos falar de arma e entender a respostas que eu dei sobre esse grupo.
Meses antes de acontecer tudo, lembro que um certo dia estava na casa dos pais daquela pessoa e de repente ele me chamou no quarto dos pais dele para me mostrar algo, eu fui e ao chegar ele pegou no forro da casa uma arma e uma caixa de balas pra me mostrar, na hora levei um susto e pedi que ele guardasse aquilo e nunca mais me mostrasse, me disse que era do pai dele e que por ser caçador tinha arma em casa e que o mesmo havia lhe ensinado a atirar desde cedo.
Saí daquele quarto sem entender nada mas mal eu sabia que aquela arma que era do pai dele tiraria a vida de duas pessoas e quase a minha, nunca escrevi sobre isso mas ao ver as pessoas criando grupo e entre eles o Arma pela Vida me senti provocada a escrever este artigo.
Se o Estatuto do Desarmamento foi aprovado em 2003 e traz na sua legislação: Art. 6o É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria e com esta lei houve toda um mobilização das pessoas entregando suas armas, e em 2000 eu fui vítima por arma de fogo por causa de um homem que tinha arma dentro de casa e foi o fator para que o filho tivesse acesso a ela e resolvesse acabar com minha vida e do Marcelo como posso ser a favor do Armas pela Vida  e contra o Estatuto do Desarmamento se por várias vezes me peguei pensando e se essa lei existisse naquele tempo o pai não teria facilitado toda a tragédia, o cara que fez tudo não teria condições de comprar uma arma mesmo que ilegal mas não foi assim minha história.
Pra mim garantir a proteção da população é papel do estado e do governo em criar políticas de segurança pública e não de dar direito a população de fazer justiça com as próprias mãos, pois as armas não matam quem as mata são as pessoas que tem poder sobre elas, o Estatuto é fundamental na vida das pessoas em vigor à 14 anos os indices de violência caíram e a população que mais seria atingidas caso fosse liberado seria a população mais pobre de periferia que sofre com as desigualdades sociais.
 Pense um pouco comigo, as pessoas poderão portar armar, em festas, estádios de futebol, no transito, na rua isso causaria um caos social a população e aumentaria os índices de violência no país.
Se o Congresso esta preocupado em beneficiar a industria de armas cabe a cada pessoa manifestar-se contra a revogação do Estatuto pois já é claro que no Congresso foi instaurado a liderança da bancada da bala deixa claro o interesse no assunto que não é político.
O Mapa da Violência de 2015 aponta de cerca de 160,000 mil vidas foram poupadas é preciso repensar nosso posicionamento sobre o assunto.
Faço uma reflexão do trabalho que desenvolvo sobre o fim da violência contra as mulheres onde 34% dos feminicidios são cometidos por arma de fogo e 40% cometidos por companheiros como vamos dar poder aos homens de andarem armados e protegidos por lei e podendo matar as mulheres pois se a cultura é enraizada de poder do homem sobre as mulheres quantas mulheres morreram por conta disso, chega ser ridículo ver mulheres do movimento hoje a favor deste grupo, mulheres essas que até ontem tinham entendimento que mulheres morrem por arma de fogo mais que por estrangulamento etc, mas ao mesmo tempo nos faz pensar o que algumas  mulheres militantes querem afinal, política, destaque ou simplesmente dar o direito de mais mulheres morreram nas mão de covardes assassinos, não podemos esquecer que isso pode acontecer com qualquer mulher de sua família, é preciso repensar será que estamos preocupados com o população que é vitima diariamente de bandidos ou se queremos causar uma guera civil com os beneficio que o Estatuto do Controle de Armas de Fogo trara para a população.
Não posso esquecer que na época eu não quis processar o pai dele mas se fosse hoje eu o colocaria na cadeia.

SEM ARMAS, MAIS VIDAS.

17 de abr de 2017

DESCASO DA EMPRESA BELÉM NOVO.

Imagem do ônibus Belem Novo.


Acordo às 05:00 da amanhã para mais uma consulta das tantas que tivemos que levar o Roberth em uma semana, saio de casa às 06:00 super cansada e neste dia sozinha pois nem sempre o Hélio tem como estar comigo.
Ele dorme no meu colo durante 3 horas diretas enquanto aguardo a consulta dele com mais um especialista, as horas parecem eternas começo a sentir dor e mais dor, não consigo me mexer com ele no meu colo, noto que as pessoas ficam me olhando como se fosse algo fora do normal uma mãe carregar seu filho no colo enquanto dorme.
Dos olhares que nos cercaram nenhum se ofereceu para ajudar pois é isso que faria se visse uma mãe ou pai com o cansaço expresso no olhar, é o que eu sempre digo, as minhas dificuldades como mãe são sim diferentes como as de outras mães mas todas nós passamos por dificuldades com nossos pequenos e questionar minhas dificuldades quando se trata de uma mãe cadeirante é mais fácil em uma sociedade que exclui com seus pensamentos e atitudes.
Na consulta o médico notou meu cansaço e pegou o Roberth no colo pois o cansaço era de estar a uma semana com ele entre o hospital e em casa chorando e gritando de dor, este cansaço não era por não caminhar e estar na cadeira mas era sim como outro qualquer quando se esta sobrecarregada.
Saímos de lá ele foi caminhando e decidi tomar um café pois estava com fome, pegamos o ônibus rápida Lami que vem super rápido e ao embarcar falei para o cobrador e motorista onde desceria como faço sempre que embarco.
Duas paradas antes aviso que vou descer mas como de costume sempre me deixam longe da parada e neste dia não foi diferente, ao descer o elevador ele ficou mais alto que o normal na hora de sair a cadeira foi para frente e o Roberth quase caiu, minha atitude foi segura-lo e larguei o controle da cadeira, neste momento o motorista resolve ajudar, mas longe da parada não tinha como eu manobrar a cadeira e nem subir o cordão da parada, o motorista me ajuda mas pega somente um lado da cadeira e esqueci o outro, quando subi percebo que a cadeira não sai do lugar, com o Roberh no colo não tinha visão nenhuma dos meus pés.
O Roberth desce do meu colo e o motorista entra em desespero, meu pé torto para trás por causa do pé da cadeira sinto uma dor mais forte por causa disso, o motorista pede pra eu ficar parada com a cadeira e resolve voltar com o pé da cadeira para a posição certa e quase termina de quebrar o pé, digo pra ele que vai quebrar e me diz só assim vai conseguir ir pra casa.
Vou pra casa sem nenhuma ajuda por parte dos funcionários com a roda da cadeira batendo no pé, ligo para a empresa e pergunto qual será o procedimento que eles teriam, o encarregado me diz que vão pagar o que foi danificado e que eu teria que ir lá na empresa assinar um termo de compromisso, em momento algum ele se dispôs a ir comigo ou me levar no lugar para comprar a peça e repor.
Fiquei pensando depois que desliguei o telefone, meu filho quase cai, meu pé quase quebra, minha cadeira sem condições de usar e se quer se oferecem para comprar a peça deixando isso para minha responsabilidade.
Mesmo sabendo do risco me aventurei a sair com a cadeira novamente e levei o Roberth, como o pneu encostando no pé da cadeira se não for trocado logo, eu terei que comprar outro pneu que custa 120,00 cada.
Lá fui eu para a loja perguntei da peça e verificaram que não tem na loja que somente daqui a 20 dias, sai de lá chateada e indignada com a falta de preparos dos funcionários que nos desembarcam de qualquer jeito, lembro de com um mês de uso da cadeira por forçarem a cadeira pra subir no elevador meus dois apoios de trás se quebraram e ando sem nenhuma proteção e ela virar, quem pagou por isso, j´é tão naturalizado que acabei não reclamando pois é o que mais faço a anos, quando fico na parada e me atraso pq o ônibus não funciona, quando me descem entre quatro porque o elevador não funciona e assim vai o descaso de quem precisa usar o transporte público da capital e região metropolitana.
Se passaram 10 dias e até agora ninguém da empresa ligou pra saber de algo, mas tomarei as providências necessárias por mim e por todas(os) que necessitam de um transporte digno.

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