30 de jul de 2018

2º Semestre da Faculdade.

Print da tela do meu celular com a imagem da plataforma com as notas.

Gente como vocês estão?
Estou quase retomando os estudos e não tinha parado para escrever como foi o segundo semestre, mas vamos lá.
Em fevereiro iniciei o segundo semestre da faculdade em meio as ferias do Roberth e com aquele calorão de lascar, de inicio comecei o mês com 6 provas e finalizei o semestre com umas 33 provas.
Correria diaria, trabalho, estudo, familia, casa e euzinha me derão um cansaço terrivel que acabei ficando em apenas um modulo e quase enlouqueci.
Estudo e mais estudo se tornaram rotina por aqui, eu já estava até sonhando com as materias mas com uma torcida enorme que me ajudava a acreditar que tudo ia dar certo.
No dia da prova estava nervosa que preferi não pegar mais nos estudos pois já me sentia cansada e fui com pensamento positivo para a faculdade, iniciei a prova com dúvidas pois os textos são enormes para você lembrar de tudo.
A cada pergunta as dúvidas me dominavam, lia e relia até ter certeza ou quase e assim foi a prova cheia de dúvidas mas muito confiante.
Os dias passaram até sair o resultado e diferente da primeira vez que chorei horrores desta vez me deu um alivio quando vi que a nota que faltava era 7,50 sendo que eu precisava só de 6,00.
Um alivio me encaminhava para o terceiro semestre e assim estou seguindo.
Já estou preocupado com o estágio que será outra etapa com desafio para mim.

25 de jul de 2018

5 anos do Roberth.


Foto de nos três um ao lado do outro o Roberth no meio. A nossa frente a mesa decorada de dinossauros.

Este mês foi bem especial para nós pois teve aniversário do nosso filhote, no meio da indecisão em comemorar ou não seu aniversário pois a última festinha foi quando ele completou dois  e três anos, nos demais só fizemos um bolinho coisa simples.
Perguntamos para ele se ele queria a festa ou um tablet novo e claro ele nos disse que queria a festa de aniversário.
Gente uma observação eu não escrevi sobre os outros aniversário do Roberth no meu blog e assim como tantas outras coisas pessoais mas tinha meus motivos e isso vai mudar daqui para frente prometo pois sei que a maioria das pessoas que passa por aqui torce por non.

CHEGA DE SILÊNCIO POR AQUI!

 Mas continuando, fomos organizando tudo, no dia de seu aniversário tivemos um dia agitado dos dois lados e cantamos parabéns a noite com um bolo de chocolate que ele adora.
A festa foi só no fim de semana no sábado a tarde e o dia estava lindo o que favoreceu tudo.
Reunimos a família e nossos amigos(a), convidei minha amiga para vir para cá e me ajudar com a casa pequena uns vieram e outros no dia e assim fomos organizando tudo.
O garoto foi para minha irma para fazermos uma surpresa para ele, eu e a Katia na organização da decoração e doces e o Hélio na organização da janta.
O tema da festa foi de dinossauros pois ele esta nesta fase e os presentes que ele ganhou também foi vários dinossauros.
O tempo passou tão rápido a cada ano estávamos ali do lado dele comemorando mais um ano de vida cheio de desafios e vitorias.
Que dia lindo pudemos proporcionar ao nosso garoto que encantado ficou com tudo, tudo feito com muito amor e carinho, o seu sorriso, sua alegria contagiou a todos presentes no dia.
Só tenho a agradecer pelo minha família e amigos que estiveram presentes agitando este dia que foi até altas horas e no dia seguinte seguimos comemorando com grande estilo.

O tempo passa muito rápido e quando percebemos eles já cresceram.
Filho nos te amamos muito, você é nossa razão de ser.


9 de jul de 2018

A voz como ferramenta: A luta de Carol Santos contra o feminicídio e o silêncio.

Foto do rosto de Carol, que com mão a esquerda segura um rímel e passa no cílios, com a mão direita segura um estojo de maquiagem onde se olha no espelho e passa o rimel. Esta maquiada.

Baleada por um ex-namorado, ela descobriu uma voz capaz de acabar com o medo e o silenciamento: "Hoje meu trabalho é esse: falar. Fazer de tanto sofrimento uma luta".

Elisandra Carolina dos Santos foi baleada nas costas pelo ex-namorado quando tinha 17 anos. Ficou paraplégica. Largou a escola. Calou-se. Só aos 30, descobriu o poder da sua voz. "Hoje eu falo muito porque fiquei em silêncio 13 anos", diz ela, que tem hoje 36 anos.


E seu caminho como ativista começou com um gesto simples, mas revolucionário. Carol, como gosta de ser chamada, descobriu o Coletivo Feminino Plural há cinco anos, durante um flashmob em Porto Alegre. No ato, todas deitavam no chão - menos ela, que da sua cadeira de rodas se dobrou toda para encostar uma mão no solo, em um gesto que a conectou para sempre com o movimento. "Eu tive acolhimento dessas mulheres. Precisava me sentir protegida", conta. Era a força de que precisava para contar sua história. "Hoje meu trabalho é esse: falar. Fazer de tanto sofrimento uma luta".
Meu trabalho é falar. Fazer de tanto sofrimento uma luta. Se eu não falasse, não seria quem eu sou hoje.





CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Além de participar do Coletivo, Carol é membro do grupo Inclusivass, que reúne mulheres portadoras de deficiência.
Descrição:  Carol esta de perfil do lado direito, seus rosto não aparece nitidamente, ela coloca sua mão esquerda próxima a orelha. Em uma parede um cartaz com a frase em tons lilas.JUNTANDO TODAS NÓS, GRITAMOS PELA MESMA COISA.


Então estudante, Carol foi alvejada em uma manhã de domingo por um rapaz de 15 anos, seu ex-namorado. Tinham ficado juntos por nove meses. "Ele controlava minha roupa, minha pintura, me levava e me buscava na parada de ônibus todos os dias, mas naquela época, eu não entendia os sinais. Achava que era carinho, atenção", conta.


Até que Carol terminou o relacionamento sufocante para ficar com um colega de aula. Apenas três dias depois de assumir o novo namoro, o ex-namorado apareceu na casa dela e baleou os dois. O namorado atual morreu na hora. Carol foi socorrida e levada para o hospital, onde ficou no mesmo quarto que seu agressor por dois dias, até que ele morreu em decorrência do tiro que deu na própria cabeça.


Quanto tu me enxergas, não tens que ver a cadeira, tem de ver a mim.




CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Então estudante, Carol foi alvejada em uma manhã de domingo por um rapaz de 15 anos, seu ex-namorado.
Descrição: Carol esta sentada em sua cadeira de rodas esta de lado, olha suavemente para o foto, esta maquiada,seu cabelo crespo e abaixo dos ombros esta para o lado esquerdo, usa uma blusa floral em tons preto, vermelho e verde, usa colar colorido, veste uma calça jeans. Ao fundo vários livros em pratilheiras.


Ela saiu de lá 15 dias depois, com uma meta complexa: recomeçar. "Levei cinco anos para sair de casa sozinha. Tinha medo do mundo, medo de empurrar minha cadeira, medo de não conseguir empurrar". Na primeira vez que enfrentou as ruas sobre rodas sem apoio de ninguém, foi para procurar uma escola. A duras penas, conseguiu terminar o ensino médio em um colégio que não era adaptado e enfrentando uma incontinência severa decorrente da paralisia. Foi graças à monitora da escola estadual Inácio Montanha, dona Gelci, que a amparava nos momento de crise, que Carol conseguiu vencer aqueles três anos.


Hoje, ela é mãe de um menino de cinco anos, Júlio Roberth, cuja gestação inflamou ainda mais seu ativismo. "Cada vez que o bebê mexia, o que é uma coisa tão gostosa para as outras mulheres, eu sentia muita dor. Às vezes, chegava a gritar", lembra. Mesmo assim, com uma barriga de seis meses, estava empurrando a cadeira na Marcha das Vadias.


Hoje me sinto uma referência de voz na luta da violência contra as mulheres. E como vou falar, chorando? Enfraquecida? Não. Tem que ser com firmeza.





CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Para conseguir dar conta, Carol colocava seu filho no colo e saía empurrando "Penélope" com uma mão só.
Descrição: A foto mostra parte de sua cadeira e corpo, em destaque vemos a mão de Carol sobre o Joystick de sua cadeira motorizada. 

A gravidez e o parto normal contrariaram o padrão para uma cadeirante. O problema é que, por isso, Carol virou caso de estudo no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, e a acolhida não foi bem como ela esperava. "No primeiro pré-natal, fui tocada por cinco pessoas diferentes". Nas 12 horas de trabalho de parto, a mãe paraplégica foi atração para médicos e residentes. "Meu parto só faltou virar filme, todo mundo no hospital foi olhar", conta. Menos o pai de Júlio Roberth, que é deficiente visual. Mas Carol convenceu a equipe do hospital a deixar que a doula permanecesse na sala de parto, e, assim, narrar para Hélio o nascimento.


Carol e Hélio namoram há anos, mas nunca moraram juntos. Ela sempre cuidou de Júlio Roberth sozinha. "A única coisa em que precisei de ajuda foi para dar banho no nenê. Aí vinha o pessoal do posto de saúde, a comadre, e me ajudavam". Carol colocava Júlio Roberth no colo e saía empurrando a cadeira com uma mão só. Hoje, dá carona ao filho a bordo da Penélope, sua cadeira de rodas elétrica.


O movimento de pessoas com deficiência não trabalha com recorte de gênero. As minhas necessidades são diferentes das de um homem com deficiência, o acesso que eu preciso em um posto de saúde não é igual.





CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
A meta delas é mostrar que mulheres e homens portadores de deficiência têm necessidades diferentes, mas precisam de igual acesso.
Descrição:Carol esta sentada em sua cadeira motorizada, da um breve sorriso,a cadeira esta de lado e mostra seu corpo todo, ao fundo várias pratilheiras com livros.


Não há mais medo, mas sair de casa ainda é uma aventura: primeiro, é preciso esperar passar um ônibus adaptado; torcer para que as vagas de cadeirantes não todas estejam ocupadas; e ainda, que o cinto de segurança funcione. Isso quando consegue sair de casa, pois, na rua onde mora, não há calçadas, e com chuva fica tudo alagado. Faixa de segurança também não há, e simplesmente atravessar a rua é um desafio. Mas ela não se priva de reclamar. "Na prefeitura, todo mundo sabe quem é Carol, porque já fiz muito tumulto. Por onde eu passo e me sinto impedida [de transitar], eu me manifesto, reclamo, registro protocolo."


Por onde eu passo e me sinto impedida [de transitar], eu me manifesto, reclamo, registro protocolo.




CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Carol sabe que a estrada é longa, e ainda carece de um simples calçamento. Mas ela não vai mais se calar.
Descrição:Foto do rosto de Carol, que com mão a esquerda segura um rímel e passa no cílios, com a mão direita segura um estojo de maquiagem onde se olha no espelho. Esta maquiada.


Além de participar do Coletivo, Carol é membro do grupo Inclusivass, que reúne mulheres portadoras de deficiência. A meta delas é mostrar que mulheres e homens portadores de deficiência têm necessidades diferentes. No posto de saúde, elas precisam de estrutura específica para atendimento ginecológico, por exemplo. Na delegacia da mulher, deveria haver estrutura para uma surda poder denunciar um estupro sem ter de marcar hora com um intérprete de libras. Carol sabe que a estrada é longa, e ainda carece de um simples calçamento onde sua Penélope possa rodar. Mas ela não vai se calar mais.


Ficha Técnica #TodoDiaDelas

Texto: Isabel Marchezan

Imagem: Caroline Bicocchi

Edição: Andréa Martinelli

Figurino: C&A

Realização: RYOT Studio Brasil e CUBOCC

O HuffPost Brasil lançou o projeto Todo Dia Delas para celebrar 365 mulheres durante o ano todo. Se você quiser compartilhar sua história com a gente, envie um e-mail para editor@huffpostbrasil.com com assunto "Todo Dia Delas" ou fale por inbox na nossa página no Facebook.

Todo Dia Delas: Uma parceria C&A, Oath Brasil, HuffPost Brasil, Elemidia e CUBOCC

Fonte:HuffPost Brasil

25 de jun de 2018

Meu agradecimento pela compra da Charmosa.

Foto da cadeira de banho.

Hoje vamos falar da campanha que iniciei alguns meses atras para comprar a minha cadeira de banho como já havia falado em outro post.
Iniciei esta ideia com a proposta de juntar tampinhas e depois vende-las, fui divulgando com o pessoal e criei até uma pagina para divulgar mais e com isso mobilizei uma galera para me ajudar e os materiais começaram a serem entregues no Coletivo, para agilizar as coisas iniciei outra campanha da Vaquinha na internet pois a grana poderia facilitar a compra, e mais uma vez fui tendo muita ajuda, um certo dia o tio da van do meu bebe veio aqui em casa pois já estava me ajudando com as tampinhas e latinhas e me disse que eu ficaria muito tempo juntando milhares de tampinhas para somar o valor e que tinha resolvido unir as pessoas que conhecia e pedir ajuda de cada um para a campanha totalizando em um total de mais de mil reais em dinheiro e que iria me entregar este dinheiro para a campanha.
No hora eu fiquei emocionada pois com este valor arrecadado eu estava próxima e adquirir a cadeira, segui com a vaquinha e em pouco tempo eu já tinha os quase dois mil reais em dinheiro e muito material das tampinhas que depois vi que sozinha não conseguiria dar conta de levar até o zona norte para poder vender.
Feliz da vida estou pois eu ouvi cada besteira desde que havia iniciado este projeto por estar buscando por ajuda coisa que não tenho vergonha nenhuma para se ter qualidade de vida você que é uma mulher com deficiência  paga caro demais. Somos instrumento do capitalismo nesta hora.
Com o dinheiro das arrecadações em mãos iniciei a pesquisa da compra para ver onde comprar, mas acabei optando pela loja Pé de Apoio por ser perto e eu ter como ir lá ver a cadeira.
Fui na loja ver a cadeira e iniciamos um processo de adaptação da cadeira para que eu pudesse usar a cadeira de forma autônoma e com um ajuste aqui e ali a CHARMOSA veio para casa finalmente, na hora coloquei a outra fora pois estava horrível que nem dava vontade de tomar banho.
Meu primeiro banho na charmosa foi maravilhoso e como disse uma amiga minha: é o minimo para se seguir.
No vídeo que segue abaixo, eu agradeço a cada pessoa que contribui para a realização deste objetivo.
Foi bem difícil gravar por conta da emoção.

MEU MUITO OBRIGADA!




14 de jun de 2018

ATENDIMENTO PRIORITÁRIO no Hospital Restinga.

Imagem retangular com a frase Atendimento prioritário e abaixo as símbolos de pessoas com deficiência, idosos, gestantes e mulher com criança no colo.

Bom dia, pessoas 
São exatamente 01:35 e eu estou sem conseguir dormir pois aqui em Porto Alegre agora a pouco caiu um temporal horrível colocando todas(os) gaúchas em pânico total na cidade. 
Diante deste fato atual que me fez perder o sono lembrei que preciso compartilhar com vocês o que me aconteceu, depois do Roberth ficar muitos dias sem evacuar por conta da constipação crônica e eu tentar de um tudo em casa para auxiliá-lo me vi tendo que levar ele para o hospital que para nós sempre se torna algo sofrido. 
Lá fomos nós e desta vez levei a Ketlyn comigo para não ir sozinha, chegamos no hospital da Restinga depois das 09:30 fiz o boletim e observei a ala pediátrica lotada de crianças e mães esperando por atendimento. 
Nos aproximamos de uma cadeira e ali iniciamos uma maratona de exatamente 8 horas de muita espera, conforme o tempo passava a gente escutava os relatos das mães que já estavam ali desde as 06:30 e não haviam sido atendidas e que estava muito demorado o atendimento. 
Eu fiquei observando e já me preparando fisicamente para encarar as horas de espera, perto do meio dia fui buscar algo para comermos e almoçamos ali mesmo pois fiquei com medo de sair e nos chamarem, o Roberth como sempre muito receptivo em compartilhar as coisas que come ofereceu suas poucas bolachas para duas crianças que ao meu ver estavam com fome, e eu e a Ketlyn começamos a comer resumindo eu tive que parar de comer mesmo com fome pois uma mãe e as mesmas crianças nos olhavam enquanto comia nos, não deu outra eu pedi para a Ketlyn que estava ao lado dela perguntar se ela não se portava de dividir meu lanche entre elas. 
Todas alimentadas seguimos na espera, quando uma mãe já conhecida do local de aproxima com sua filha e senta discutindo com o atendente em relação ao seu atendimento, todas(os) observam e seguem na espera. 
Quando ela observa uma mãe jovem com uma meninas com dias de nascida no colo sem conseguir respirar, ela começa a gritar, essa criança vai morrer, ela está sem ar, abre a porta para ela entrar, a mãe se desespera mas entra às pressas com a filha quase desfalecendo nos braços, seguimos na espera as crianças começam a chorar de fome, as mães sem ter dinheiro e o que dar entram em pânico e mais uma vez está mãe começa a reclamar que as crianças estão mal e pede para chamarem a Assistente Social do hospital, ela demora um pouco, eu me aproximo deste grupo de mães e também fico na espera pois já se passava das 3 da tarde e nada. 
A assistente social se aproxima e para minha surpresa eu a conheço do posto de saúde do meu bairro, ela pega minha mão e pergunta o que eu estava fazendo ali, as mães começam a questionar a demora, as crianças estarem com fome elas, ela tenta explicar, mas não consegue eu observo e espero a minha vez, quando todas estão mais calma, eu falo com ela e digo que já estou com muita dor e preciso saber quantas horas a mais ficarei ali para ver se terei condições, ela me olha e diz não tem previsão. 
Finalizo dizendo que eu tenho PRIORIDADE no atendimento e posso para ela ver isso, ela anota o nome do Roberth enquanto aguardamos ela entre na área pediátrica e depois de 15 minutos me chamam para finalmente ele ser atendido. 
Entramos passamos para enfermeira e depois esperamos pela pediatra, somos atendidos em menos de 30 minutos, ele faz o procedimento e tira raio x e saímos de lá as 18:00 depois de muita espera e fazendo valer meu direito a prioridade garantido pela LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO. 
Esta situação me fez pensar o quando o SUS esta defasado com toda  perda de políticas para saúde e seu congelamento de 20 anos, vemos profissionais sobrecarregados, falta de remédios, produtos, qualificação e a população no meio desta situação.
Adoecer neste país se tornou um problema público.
É preciso entender e conhecer a politica para saber o que estamos vivendo com as perdas de garantias de direitos.
Ao voltar para casa no ônibus super cansada pude refletir sobre o ser mãe, quantas mulheres com seus filhos, sozinhas encarando aquela realidade e ali poucos pais ao lado delas, o quando ser mãe e mulher nos pesa nesta hora, eu graças a Deus estava com a Ketlyn e mais tarde com o Hélio para me ajudarem.
Nós mulheres carregamos com a gente esta bagagem de ser mãe ultrapassando todas as barreiras pelos nossos filhos(as).
Se você passar por isso busque pelo Serviço Social do hospital seja mãe ou pai com deficiência temos direito ao atendimento prioritário.
O Sistema Único de Saúde é nosso e não deve ser privatizado como querem fazer.
FAÇA VALER SEUS DIREITOS.
Enquanto escrevia este post tive conhecimento por vídeo publicado em uma pagina que chamaram a policia para as mães que reclamavam pela demora no atendimento, já se passou um mês e a situação continua a mesma.

SAIBA: 
Do Atendimento Prioritário Art. 9o 

1 de jun de 2018

Josy, eu e muitas história para contar.

Eu e Josi, estamos na rua e seguramos a bandeira do partido.

Bom dia!

Sim hoje acordei com vontade de escrever, peguei o note coloquei na mesa, levantei minhas pernas na cadeira e estou tomando um café bem quentinho pois a inspiração chegou.
Tenho algumas coisas para compartilhar com vocês e fiquei pensando por qual começaria, então dedici contar uma história de amizade que já dura quase noves anos.
Então prepara o lenço, tá bom não farei vocês chorarem o texto todo, então preparem as gargalhadas desta linda história de envolve amizade, deficiência, vitórias e parceria.

Hoje venho contar um pouco da minha amizade com a Josy, nos conhecemos em 2010 no Projeto Rumo Norte, uma entidade voltada a oferecer cursos para pessoas com deficiência para sua qualificação profissional.
Lembro que sempre via a Josy transitar por lá sempre acompanhada de alguém, ela parecia uma pessoa triste e eu muitas vezes ficava a observando.
Até que começamos a conversar e assim fomos nos aproximando aos poucos uma da outra, tivemos uma afinidade de cara e aos poucos aquela imagem dela foi sumindo e ganhando espaço para uma mulher forte e guerreira, talvez aquela imagem tenha sido reflexo de sua própria vivencia enquanto mulher com deficiência, vítima da meningite na gravides do seu filho Rodrigo, foi aos poucos perdendo a visão, sempre lembro quando ela fala que ela conseguiu ver uma única vez seu filho e logo perdeu a visão.
A meningite a tornou uma mulher cega fazendo sua vida dar um giro de 360º graus, na época era casada, empresária viu sua vida se transformar da pior maneira, quando não nascemos com algum tipo de deficiência passamos pelo processo de readaptação de vida social e pessoal, a não aceitação se torna algo corriqueiro em nossas vidas.
Travamos com nós um martilho terrível onde nos passam muitas coisas, a família passa por isso também por não saber como ajudar, nos isolamos em um mundo só nosso onde não permitimos que ninguém sinta nossa dor e claro com a Josy também foi assim.
Depois de dois anos cega viu por conta desta deficiência seu casamento desabar resultando em uma separação que a causou mais um sofrimento, já não bastasse tudo que estava tendo que aceitar, agora teria mais a aceitação do fim do seu casamento com o homem que ela amava.
Por isso aquele jeito frágil e triste pois tudo ainda era muito recente em sua vida e estar naquele espaço era um novo desafio, ter que aprender a ler com as mãos, usar as novas tecnologias para se manter conectada com o mundo, tudo era desafiador e inovador, mas ela deu um primeiro passo que foi sair de casa mesmo  que acompanhada com alguém pois ainda não tinha sua independência de sair sozinha pois esta etapa é bem complicada para todas as mulheres com deficiência e avançar nesta liberdade é um processo longo.
Mas iniciava ali outras maneiras de adaptação com uma cadeirante e uma cega, juntas a gente queria poder fazer coisas que para mim também era difícil por ter que empurrar minha cadeira, algo que cansava e muito e Josy queria o mesmo sair por aí mundo a fora e então juntamos esta vontade.
Mas como faríamos isso, como eu já andava com o Hélio para cima e pra baixo já sabia como faríamos e essa dupla colocou as rodinhas para rodar.
As primeiras vezes foi bem complicado, eu ficava com muita dor nos braços por ter que travar a cadeira em obstáculos e até ela entender os sinais que eu dava nas rodas da minha cadeira foi terrível, quase cai muitas vezes para frente por travar a roda em algo que eu não via pois minha tensão era muita de ter que observar tudo e ao meu redor com  muita conversa e risadas e claro dava MERDA. As dores no corpo eram conjuntas, doía nela e em mim, mas aos poucos ela foi aprendendo os meus sinais na roda e quando percebemos já estávamos craque, as pessoas nos viam para cima e para baixo e ficavam apavoradas de como uma cega e uma cadeirante conseguiam andar juntas.
Diziam que parecíamos irmãs por sermos tão parecidas pois eu na época era magrinha e cabeluda, hoje até dizem sermos parecidas, mas estou com mais corpo e já não sou mais cabeluda pois cortei a juba.
Nossa amizade se fortaleceu e muito com todas as nossas proezas e Josy foi aprendendo muitas coisas e retomando sua vida normal, começou a namorar, a sair, passear e ter sua vaidade de volta, talvez esse tempo tenho sido necessário para poder a voltar a viver a vida com um novo olhar e o seu primeiro passo foi a ACEITAÇÃO pessoal.
Em 2012 foi um ano bem especial para nós duas, Josy foi conquistando amizades por onde passava e em meio a época de eleição foi convidada a se candidatar a vereadora de Porto Alegre pelo partido do PRTB, ela aceitou o convite mesmo sem saber nada de política.
Iniciava ai mais um desafio para nós duas pois eu também não sabia nada de política, até porque não somos educadas para saber de política por sermos mulheres e ainda a minoria neste espaço, mas como as coisas estavam mudando e uma delas foi a conquista de termos um percentual de mulheres candidatas em cada eleição por conquista dos movimentos de mulheres, abria ai um espaço político para uma mulher com deficiência visual, se formos analisar o hoje temos duas mulheres com deficiência na câmara de deputados e aqui em Porto Alegre nenhuma mulher com deficiência nestes espaços.
Estávamos sendo desafiadas a mudar esta realidade, eu fui convidada a ser sua assessora mal sabia eu o que era isso, mas como sempre busco pelo conhecimento fui estudar a fundo o que fazia uma assessora, juntas fomos construindo sua campanha, com a frase: Josiane França é candidata do povo, ouvir e presenciar é dar voz a quem precisa de verdade, lembro de elaboramos suas propostas de campanhas, blog, canal no Youtube, Twitter e Facebook usávamos todos os meios de comunicação pois sempre vi a necessidade de  nos comunicarmos com o mundo.
Juntas íamos em reuniões, debates, manifestações e planejávamos mais e mais seu trabalho como candidata, era um novo mundo se abrindo para nós duas, era cansativo pois eu ficava muitas horas na cadeira e estava estudando a noite, e havia pouco tempo que tinha me recuperado de uma escara terrível, mas seguimos por que acreditávamos muito neste trabalho.
Mas nossa imaturidade pois eu via este processo de uma maneira diferente da Josy e começamos a pensar diferente, eu queria ir para a esquerda e ela para direita, o que foi o separador para nos afastarmos, segui sua campanha mesmo sozinha pois queria muito que ela conseguisse ser eleita e com os materiais que eu tinha ia aos lugares e distribuía.

Ela não conseguiu ser eleita fazendo poucos votos, foi um desafio para nos duas pois juntas íamos a todos os lugares possíveis e um que sempre damos muitas risadas e aprendemos muito, lembro como foi nossa visita ao bairro Cristal, fomos lá pedir apoio da comunidade e como me criei por lá tinha amigas e iriamos pedir apoio.
Nesta visita onde passávamos de casa em casa entregando o seu material de campanha e apresentando seu trabalho conhecemos o senhor Jose um catador que no momento nos relatou sua dificuldade em conseguir o benefício de sua filha de 15 anos com autismo.
Já tendo sido negado não sabia o que fazer, nos olhamos e dissemos que iriamos ajuda-lo mesmo sem saber o que fazer mas com a certeza que precisávamos ajudar, depois da recepção maravilhosa que tivemos por lá dos moradores fomos pra casa exausta, mas com um desafio de ajuda-lo, eu fui para internet buscar entender o que estava acontecendo e onde procurar ajuda e olhem a coincidência da vida, nos precisamos buscar por ajuda no CRAS do Cristal, digo coincidência pois hoje estudo serviço social.
Marcamos com seu José  e lá foi a dupla ao chegarmos como eu já conhecia aquele lugar comentei com o Josy que teríamos que subir uma lomba que nem ela me empurrando a gente não conseguiria chegar lá, o seu José apavorado como que vamos chegar lá e nós mais ainda, vimos uma Kombi bem no lugar que eu precisava descer atrapalhando o caminho e gritamos por conta do barulho para os funcionários que estavam arrumando o asfalto e eles vieram e tiraram a Kombi do lugar e ai começamos a falar, sim somos duas tagarelas e começamos a explicar que precisamos subir aquela lomba para ajudar seu José mas não tínhamos como e a conversa foi que quando percebemos eu já estava dentro da Kombi indo até o local, hoje rimos desta história de como conseguimos fazer tanta coisa e ter pessoas maravilhosas nos apoiando, conseguimos ajudar o seu José que só precisava de alguém que pudesse lhe ouvir e com ele deixamos o nosso melhor e bem orientado pelas Assistentes Sociais.
Depois de nosso afastamento seguimos nossas vidas eu carreguei comigo e certeza de minha dedicação, tanto na nossa amizade e neste trabalho.
Em seguida engravidei do Roberth e infelizmente não pude tê-la do meu lado neste momento mais lindo da minha vida, sentia sua falta e das coisas que juntas fazíamos, mas precisávamos deste tempo para nós.
Um certo dia lembro de receber uma mensagem dela com alguns dizeres, dei retorno e o destino nos fez nos encontrarmos no Seminário de Políticas Públicas para as Mulheres com Deficiência, mal nos falamos e dai as coisas foram acontecendo naturalmente no seu tempo de ser.
Foi quando vi uma postagem de sua mãe no Face dizendo que ela estava no hospital, na hora fiquei apavorada e preocupada e fiz contato com ela e assim pude ir acompanhando de longe o que se passava. Respeitando nosso tempo e certa de que tudo que é verdadeiro permanece.
Eu já iniciava o trabalho do Grupo Inclusivass e Josy teve que ficar afastada por conta da cirurgia no pé e retomou sua participação no grupo depois que melhorou.
As poucos fomos nos falando mas nunca conversamos sobre o que nos aconteceu até porque penso não ser necessário pois sabemos nossos erros e juntas novamente fomos retomando nossa amizade, agora porém mais maduras e com certeza desta amizade ser verdadeira.
Nos permitimos a seguir e recomeçarmos de onde paramos, hoje somos Inclusivass e estamos aprendendo muito com nosso trabalho, levamos nossa voz a muitos lugares e construímos um trabalho tão importante para as mulheres com deficiência.
Josy hoje atua como modelo profissional quebrando tabus e estereótipos, a primeira mulher cega a ser modelo e desfilar, encontra muita dificuldade no mercado de trabalho por conta do próprio preconceito, mas segue com um único objetivo de vencer as passarelas da vida, já foi Miss do Carnaval, essa muiê já sambou na cara da sociedade mostrando que mesmo sem ver consegue sambar em um salto de plataforma de 15 centímetro e com sorriso largo, sua marca.
Militante atua em vários movimentos de mulheres sempre levando a voz das mulheres com deficiência, nos duas seguimos nesta caminhada porque acreditamos em nosso trabalho e para finalizar como diz ela: ESTA TUDO SOBRE CONTROLE! 
Lembro desta reaproximação da primeira vez que meu filme foi exibido na Faculdade Est juntas neste momento  choramos muito pois ali contava a minha história de vida e mesmo que não mostrando estava um pouco de nossa história e toda vez que ela assiste ao filme CAROL as lágrimas rolam e ela sempre avisa no começo ou final que vai ter lágrimas.
Essa Josy!
Josy hoje atua como modelo profissional quebrando tabus e estereótipos, a primeira mulher cega a ser modelo e desfilar, encontra muita dificuldade no mercado de trabalho por conta do próprio preconceito, mas segue com um único objetivo de vencer as passarelas da vida, já foi Miss do Carnaval, essa muiê já sambou na cara da sociedade mostrando que mesmo sem ver consegue sambar em um salto de plataforma de 15 centímetro e com sorriso largo, sua marca.
Este é seu vídeo de trabalho realizado em parceria com o querido Dudu Vanoni e a primeira vez que assisti me emocionei e muita pois só mente nós mulheres com deficiência sabemos o quanto é difícil vencer um objetivo nesta vida tão dominada pelo CAPACITISMO da sociedade.
Descrição do vídeo:
Josi em muitos momentos é vista sendo maquiada por uma mulher, coloca varias roupas diferentes e bijuterias, pousa em vários cenários diferentes para as fotos, Dudu a observa e ri. Josi sorri em muitos momentos. O vídeo é finalizado mostrando Josi caminhando com seu professor Henrique Leques e ela usa sua bengala pois o vídeo todo não percebemos que ela é cega, deixando claro que a deficiência não nos limita.
Créditos no fim do vídeo e se ouve uma música ao longo do vídeo.

EMOCIONE-SE com este vídeo maravilhoso.



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