11 de dez de 2018

Construindo novas histórias para meninas e meninos com descrição feita por Carol Santos.

Instituto Avon e Turma da Mônica se unem para construir histórias para meninas e meninos em 21 tirinhas inéditas. Todos os dias, até 10 de dezembro, uma nova HQ com Mônica, Magali, Rosinha, Marina, Milena, Dorinha e tantas outras, inspirando meninas e meninos a acreditarem que podem superar obstáculos com determinação, responsabilidade e solidariedade. O projeto conta também com apoio da ONU Mulheres Brasil.
Pensando em tornar este projeto de empoderamento, respeito e igualdade para meninas e meninos acessível as crianças cegas onde muitas se quer sabem como são personagens da Turma da Mônica.
Eu decidi tornar este projeto acessível para a criançada de maneira autônoma e sem parceria, somente através do meu conhecimento com a descrição de imagens estaticistas e o trabalho que desenvolvo no meu blog e página no Facebbok, além do trabalho construído no blog, página das Inclusivass e no Coletivo Feminino Plural.instrumentos acessíveis criados por mim na perspectiva de incluir todas e todos ao acesso a informação.
Um projeto como este voltado para as crianças não poderia ser diferente, saliento que não sou profissional apenas um eterna aprendiz no quesito incluir.
Quem sabe eu consiga uma parceria para avaliar e melhorar as descrições deste projeto no futuro.
Também estarei trabalhando nas escolas apresentando estas novas histórias projeto importante criado pelo Instituto Avon, Mauricio de Sousa e apoio da ONU Mulheres Brasil.
Este projeto conta com 21 histórias apresentadas em três quadrados um ao lado do outro, trás os temas de autonomia,amorosidade,palavras e atos.protagonismo,equidade,companheirismo, cuidado do corpo e mente,relações,cooperação,sentimentos e emoções,empatia,acolhimento.amizade e cuidado,representatividade,ética,empoderamento,colaboração,respeito as diferenças, direito voz e expressão e colaboração.
Estarei dividindo as tirinhas em postagens aqui na página e descrevendo como são os personagens da Turma da Mônica nas próximas semanas.


Descrição da tirinha da Turma da 
Mônica- Construindo novas histórias para meninas e meninos.

Tirinha dividida em três parte na forma de quadrado e colorida.
1º Mônica esta atras do Cebolinha,ela o observa, cebolinha esta sorrindo com os braços abertos. Ele diz: Mônica baixinha!, GOLDUCHA DENTUÇA! 
2º Mônica com expressão de brava segura o cebolinha pelo sua camisa pelas costas e fala: CALMA AÍ! Cebolinha apavorado, com os dois braços para frente e com a linguá para fora, apenas seus calcanhar atingem o chão. Diz apavorado: EITA!
3º Mônica esta de costas para cebolinha em uma posse descontraída, com a mão direita para cima e a esquerda na cintura,  o pé esquerdo dobrado. Ela diz para ele: Você se esqueceu de falar linda, inteligente e poderosa!
Cebolinha com o corpo curvado para frente observa sem entender nada.
A narração da tirinha passa na rua em um lugar gramado.
1º Mônica e Magali caminham uma ao lado da outra, Mônica observa o que Magali diz e esta com as mãos para trás. Magali gesticula com as mãos e diz: Eu queria falar uma coisa. Mas não sei se devo!
2º Mônica gesticula com a mão esquerda e com os olhos fechados diz: Claro que deve!Não deixe o medo impedir você de se expressar! Eu não vou julgar você pela sua opinião!
Magali com o corpo curvado para frente e mãos observa em posição para sair de perto da Mônica. 
3º Mônica fica de frente para Magali e diz: O que você queria falar? Magali esta a sua frente e com as mão na barriga diz: Ás vezes, eu gostaria que o desenhista me fizesse com outras roupas.
A narrativa passa na rua em um lugar gramado.
1º e o 2º se completam na imagem.
Jeremias, Cebolinha, Titi, Milena e Mônica estão em sequencia um ao lado do outro.
Da cabeça de Titi uma nuvem com a frase:: HUM... MUITO INTERESSANTE!
2º Vemos o complemento do rosto de Titi, ao lado Milena e Mônica onde vemos duas mãos tocando o rosto de Mônica  e uma nuvem com a frase: Ê.... Era o que eu imaginava mesmo!
3º Milena sorri e coloca as mãos próximo ao queijo, esta ao lado de Mônica que sorri e esta com as mãos para trás do corpo. Ao seu lado Dorinha gesticula com a mão direita e fala: Todos têm suas diferenças, mas são igualmente lindos e queridos!
A narrativa passa na rua em um lugar gramado.
1º Magali esta em cima de um galho de arvore e diz para Mônica: Segura aí, Mônica!
Mônica a sua frente inclina o corpo e estica as mãos  para pegar uma maça e diz: Opa!
2º Monica gesticula com a mão esquerda e diz: Eu não! Magali a sua frente com a maça nas mãos alcançando para Mônica diz: Esta era a última! Pega, Mônica!
3º Mônica segura com a mão esquerda metade da maça e diz:As melhores vitorias são compartilhadas. Magali a sua frente segura a outra metade da maça.
A narrativa passa na rua onde na primeira tira ao fundo vemos um contorno de casa na cor preta.


1º Titi, Jeremias, Milena, Belinha, Monica e Magali estão um ao lado do outro observando o Cebolinha que corre na direção deles com um pôster na mão direita e diz: Gente saiu o novo pôster de X-GALELA!
2º Todos admirados olham e Magali diz: Uau! Tem muitos personagens diferentes!
Cebolinha mostra o pôster e diz: Eu sei!
3º Eles continuam olhando para o Cebolinha um ao lado do outro e Cebolinha com o pôster na mão diz: Tipo a gente!
                                   A narrativa passa na rua em um lugar gramado.

1º Em frente a um cinema Cebolinha diz para Mônica e Milena que estão usando uma capa e estão uma a frente da outra.Olha lá!
2º Cebolinha diz: Acham que colocar uma capa tolna vocês a mulher-fantástica?
Mônica ao lado de Milena que esta com os olhos fechados. Mônica diz: Claro que não!
3º Mônica e Milena colocam a mão na cintura. Cebolinha esta do lado delas. Mônica diz: Mas nossa amizade, SIM!
A narrativa passa em frente a um cinema onde vemos na parede da primeira tirinha o cartaz do filme com uma mulher vestida de um personagem e a frase: MULHER FANTÁSTICA.

10 de dez de 2018

Dia Internacional dos Direitos Humanos e garantia de direitos para as mulheres.

 
                      #PraCegaVer e #Pracegover
Foto de 2012, do lado esquerdo Edegar Pretto, eu e Telia Negrão. Eu estou segurando um cartão Violência Contra Mulher NÃO.

Hoje Dia Internacional do Direitos Humanos e 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos no Brasil.
A declaração garante o direito saúde,liberdade,segurança, educação entre outros, é também responsável pela garantia dos direitos das mulheres com deficiência, entre estes direitos estão o de viver sem violência.
No dia de hoje me veio esta foto de seis anos atras onde eu iniciava meus primeiros passos no enfrentamento a violência contra todas as mulheres e que passado este tempo eu, o companheiro Edegar Pretto e Telia Negrão continuamos nesta caminhada onde o Brasil ocupa o 5º lugar na Racing da violência contra as mulheres,  o Rio Grande do Sul nos últimos quatro anos 356 mulheres foram vitimas de feminicidio.
Este dia aproveito para denunciar toda e qualquer forma de violência contra as mulheres, em especial as mulheres com deficiência que continuam com a garantia de seus direitos violados pela estado e sociedade.
O capacitismo e a desigualdade nos coloca nesta invisibilidade por melhores condições de vida, a falta de oportunidades, o acesso a saúde, educação e moradia digna.
Estamos longe de vivermos em um país com as mesmas oportunidades entre mulheres e homens com deficiência.
Eu continuarei nesta busca por todas e com esperança de um dia poder viver as mesmas oportunidades.
Enquanto ativista continuarei na busca pela igualdade de direitos para todas as mulheres.
Direito sexuais e reprodutivos, estado laico, SUS, igualdade racial, justiça, Educação, fim do machismo, infância livre e segura. Liberdade de escolha e direit ao aborto.

4 de dez de 2018

Dor crônica um grito em silêncio!

A palavra dor esta escrito em inglês (Pain) formado por letra em sangue, acima da palavra uma seringa com a ponta do agulha com uma gota de sangue.

A vivencia com a dor tem se tornado rotina na minha vida, a falta de informação, entendimento e empatia por parte das pessoas que vivem com as mulheres que vivem com dor, nos coloca no lugar de culpa por não estarmos bem diariamente e mesmo assim seguir a vida.
O não estar bem diariamente faz parte deste processo com a dor, nos adaptamos a esta realidade para seguir, mas o maior desafio é as pessoas entenderem isso.
O acumulo de ser mulher se agrava com a vivencia com a dor, deficiência e raça sobrecarregando as mesmas.
Ser mãe, dona de casa, trabalhadora, estudante e até mesmo cuidadora se torna um desafio diário a esta vivência para muitas mulheres que se quer tem algum tipo de recurso para amenizar este sofrimento.
A sociedade precisa escutar este grito que muitas vezes é falado em silêncio pois a sociedade atribui este sofrimento as frescuras de mulheres.
Estou aqui na frente do notebook escrevendo estas palavras com crises fortes de dor, mas não paro em relação a ela, claro tem dias que ela sim me limita e muito, isso atinge minha qualidade de vida em muitos momentos, mas não depende de mim estar bem todo os dias quando se vive esta realidade.
Quem vive assim acorda todos os dias querendo acordar bem e viver mais um dia, mas nem sempre é assim.
Que a sociedade possa escutar o grito das mulheres que vivem com dor e eu enquanto realidade seguirei fazendo algo por mim e por todas as mulheres que vivem assim.
O desafio diário destas mulheres que carregam com si, as dores crônicas, as dores sociais e culturais nos coloca neste lugar de vivência com a dor física, psicológica e social.
Deixo um conselho para quem acha que viver assim é fácil, respeite os limites destas mulheres, escute seu corpo, seu olhar, sua voz e respeite seu tempo, pois o seu tempo não é o mesmo delas.
Não julgue, não reprima e tenha empatia pois se você vivesse esta realidade talvez não conseguiria fazer o tanto que estas mulheres fazem diariamente sobre a condição de sofrimento de dor.
Estou retomando meu trabalho em relação as Mulheres que Vivem com Dor junto as companheiras e a Deputada Stela Farias precisamos fazer algo por todas.
Em breve novidades!
Acompanhe a entrevista que realizei em agosto com o Doutor Leonardo Botelho falando dabtrabada  desenvolvido no Hospital de Clínica e avrelaa r da dor nas mulheres.
https://soundcloud.com/user-5…/…/mulheres-que-vivem-com-dor…

17 de nov de 2018

Juntas Transformamos- Eu entre as premiadas, fala serio!


Imagem retangular com formatos variados e coloridos e no centro da imagem um tarja com fundo azul e escrito 1º Prêmio Juntas Transformamos.

Dia 1 de novembro exatamente 15:55 da tarde recebo uma mensagem no whatsaap pedindo contato o quanto antes, era da equipe do Instituto Avon, fiquei preocupada pois na inicio de outubro eu e a Ewelin escrevemos um projeto para participarmos da Juntos Transformamos que vai premiar revendedoras Avon que trabalham com o tema da violência contra as mulheres para darmos continuidade no Todas São Todas que também teve apoio do Instituto Avon e que para nossa surpresa somente a minha inscrição das mais de mil inscritas não tinha sido recebida, o desanimo me abateu e as demais companheiras pois sabemos da importância de darmos continuidade neste projeto.
A moça do outro lado da linha fala para mim você é uma das revendedoras que receberá o premio, fiquei em estado de choque e comecei a chorar sem parar e dizia para a moça como se minha inscrição não foi, na hora ela lembrou de mim e deste caso isolado, o teu projeto apareceu do nada no sistema e com isso achamos o projeto importante.
Ela falava, eu chorava e falava ao mesmo tempo, desde dos meus 14 anos vendo Avon de forma indireta e atualmente estou a quase dez anos vendendo.
Minha emoção de como tudo na minha vida sempre tem que ter um temperinho a mais, era emoção de ter esse reconhecimento por parte da equipe do Instituto Avon, quem aqui me acompanha sabe que já sai em duas revistas da Avon e isso para mim enquanto revendedora e ativista que trabalha com o tema da violência e sendo vitima é algo inexplicável.
O trabalho com o tema da violência contra as mulheres eu desenvolvo desde 2013 quando criei meu blog, pagina no Facebook e logo depois conheci o Coletivo Feminino Plural que me fortaleceu ainda mais para me tornar ativista e construir um olhar feminista sobre a minha existência enquanto mulher e mulher com deficiência.
De lá para cá tenho trabalhado em diversos lugares falando da violência de maneira geral e focando sempre nas mulheres com deficiência, já escrevi artigos, participei de programas, matérias em revistas e jornais sempre fortalecendo esta luta pelo fim da violência contra as mulheres.
Também trabalho com o Filme Carol que conta minha história de vida e tem alcançado o mundo levando um pouco da reflexão de uma mulher vitima de tentativa de feminicidio e que hoje tem sido uma voz importante neste tema.
Por isso a emoção tem tomado conta nos últimos dias, cada abraço e mensagem vindo de pessoas que sei que admiram o que faço.
Ser conhecida pelo Instituto Avon como Embaixadora da Violência Contra as Mulheres é ter a certeza que estou no caminho certo deste trabalho que o faço com muita dedicação e amor.

Feliz é pouco e juntas eu e a Ewelin vamos a São Paulo receber este premio em nome de todas as mulheres com deficiência deste Brasil.
Que eu e o Movimento de Mulheres com Deficiência Inclusivass possamos seguir juntas neste trabalho de visibilidade e empoderamento por tratar de um tema que ninguém fala que é a violência contra as mulheres com deficiência.
Eu sigo neste trabalho que escolhi seguir e continuarei falando por todas nós, so tenho a agradecer ao Instituto Avon, Fundo Elas, Coletivo Feminino Plural e Movimento de Mulheres com Deficiência Inclusivass pela parceria construindo ao longo destes anos.

Enquanto as mulheres com deficiência viveram no silenciamento de toda e qualquer tipo de violência seja ela pelo estado e sociedade eu ao lado destas pessoas maravilhosas estarei levando esta luta por direitos.
Que nenhum corpo posso sofrer com a violência por questões de gênero, machismo e patriarcado e que eu possa continuar levando minha voz para outras mulheres ajudando-as a sair da violência.
Que esta luta possa ser plural!

"Não silenciarei enquanto as mulheres sofrerem com a violência e serem mortas"

30 de out de 2018

Filme Carol e sua criação.



Capa do Filme Carol com sua identidade visual.

O Filme Carol foi gravado pela cineasta Mirela Kruel em 2015, o filme conta minha história de vida que aos 17 anos de idade fui vitima de tentativa de feminicidio, perdi meu namorado e o monstro se matou logo em seguida.
Mirela teve conhecimento desta história através do Coletivo Feminino Plural, uma organização feminista que atua na defesa e direitos humanos das meninas e mulheres, eu no período estava iniciando meus passos no Coletivo ao lado da companheira Telia Negrão.
A ideia foi apresentada e confesso nunca ter imaginado minha história de vida nas telinhas, uma emoção muito grande para quem arressem iniciava seus passos na luta pelo fim da violência contra as mulheres.
Com a ideia criada e minha aprovação Mirela foi em busca de um edital para ter patrocínio para gravar o filme, foi um período longo até sair o resultado e muitas expectativas, ganhamos o edital e agora o filme Carol deixa de ser uma ideia e se torna realidade, minha emoção não cabia em mim.
Mas sem muita percepção da dimensão deste filme em minha vida e principalmente no trabalho que eu iniciava, o filme foi gravado do dia 09 a 12 de junho de 2015, dias intensos para mim, uma mistura do passado e presente me acompanharam nestes dias, lágrimas, emoção e felicidade me dominaram nestes dias de gravação.
Para mim era voltar ao passado distante de mim há 13 anos, contar esta história em detalhes para a equipe criar o roteiro do filme, tocar na ferida já quase cicatrizada, voltar aos detalhes que eu já nem queria mais ter que lembrar  mas foi preciso, mas tudo isso com uma sensibilidade por parte da Mirela e sua equipe, era uma história forte, uma história de vida de tantas mulheres que sofrem com a violência, era uma história que além da violência carregava marcas e dores pelo corpo.
Cenas como o trabalho do Grupo Inclusivass, direitos sexuais e reprodutivos, maternidade e paternidade, cotidiano, acessibilidade, religião e crenças, dor crônica, desafios, a voz como trabalho, amizades, companheirismo foram produzidas no filme CAROL.
Meu desafio em uma cenas do filme poder dançar, ela me pergunta o que gostaria de fazer e digo quero dançar a musica Flashdance que eu dançava quando era criança e tenho em mente todos os passos desta dança, mais um desafio se inicia ter uma professora para me ajudar, fizemos contato com a dançarina e professora Carla Vendramin, que aceita na hora o desafio de me ajudar, mas estávamos com pouco tempo. 
Três semanas para criar a coreografia e ensaiar, ufaa uma loucura pois o Roberth era tão pequeno e no meio de tudo isso vivia doente, coreografia feita com o apoio da Carla e da Ketlyn.
Hora de gravar a última cena do filme para mim a mais emocionante pois eu me liberto neste momento, é tudo preparado agora com o apoio da querida Rosa Crestana,  Gota D'agua eventos, a pista de dança preparada fico ali sozinha conforme orientação da Carla para poder sentir aquele momento.
A cena é gravada duas vezes apenas para qualquer eventual que acontecesse, eu me sinto livre ao dançar sobre rodas.
Cena gravada seguimos para a cena da noite em que teria meu primo Rodrigo tamboreiro e minha mãe que interpretaria Maria Padilha, sim eu tenho uma trajetória muito grande com a religião desde que o Roberth estava na minha barriga e quando tudo me aconteceu, esta cena seria readaptada para o filme sendo gravada em um cruzeiro no mesmo local.
Minha mãe chega vestida, linda como sempre, meu primo já estava ensaiando com o tambor( para de escrever pois me emociono muito, olho para o lado meu filho brincando com um carrinho e a minha frente o quadro do filme pendurado na parede, tudo muito intenso cada cena deste filme),
a cena é gravada e a Maria Padilha chega, lindo de se ver, eu me emociona naquela hora pois tudo foi preparado com carinho e ajuda de cada pessoa que estava ali, Rosa como sempre disposta, a cena segue com a Maria Padilha que antes vem conversar comigo(para de escrever novamente, muito forte lembrar e o porque da Maria Padilha nesta história de vida), gravamos e vamos para a cena final deste dia, que era gravar na casa de religião da minha tia e do meu primo.
Com uma equipe maravilhosa eu me sentia totalmente segura, pois o filme teve muitas cenas lindas que não foram usadas no filme.
Meu agradecimento a toda equipe e especial a Karine pessoa querida e iluminada.
Este filme é uma versão reduzida do original que conta com legenda em inglês pois o filme tem sido divulgado e exibido para outros países, a versão em DVD conta com os recursos de acessibilidade, o original que tem 26 minutos não está disponível e nem sei que a cineasta ira libera-lo e esta versão não é acessível.
O s formatos reduzidos foram fundamentais para que o filme pudesse concorrer aos festivais e em 2016 concorreu ao Festival de Cinema em Gramando e em 2017 ganhou menção honrosa em um festival em São Paulo pelo tema relevante.

Este filme tem sido trabalhado em diversos espaços pelo Brasil por mostrar a história de vida de uma mulher vitima de violência.

EMOCIONE-SE clicando na imagem abaixo.

https://vimeo.com/152238516?fbclid=IwAR3f44qF7LP3Kj6k8y5Blg2cqMQu72oQUxuHYfEaill0uhx89X3pEu35H1w
Imagem retangular com fundo preto e a palavra Carol escrito el letras garrafais.



8 de out de 2018

Falta de Acessibilidade nas urnas é REALIDADE na vida de mulheres e homens com deficiência.

Foto divulgada na sua página. Patty segura seu titulo de eleitora, ao seu lado uma menina e ao fundo a escola do local de votação.

Ontem, domingo 7 de outubro foi o dia de mulheres e homens com deficiência irem as urnas exercer a nossa cidadania e DEMOCRACIA nas urnas e eleger, governador, deputadas(os) estaduais e federais, presidente e senadoras(os),
Somos quase 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil e acredito ter sido um desafio chegar aos locais de votação com autonomia e acessibilidade.
Nós últimos anos vemos o Tribunal Superior Eleitoral fazer as suas campanhas falando das pessoas com deficiência e a eleição para tornar possível uma votação acessível para todas e todos com locais acessíveis, mas e na pratica funcional:
Eu sai de casa na mesma situação de sempre andando na contra mão com a minha família, ao chegar na escola onde voto que nem rampa de acesso tem na frente, o único acesso baixo pois para acessar a escola esta localizada na entrada dos professores que eu utilizo para ir  posto de saúde também, mas com o tempo o asfalto esta cedendo e criando um enorme buraco. O que para mim foi complicado poder acessar a escola e votar, esta realidade não é só minha mas de todas as pessoas, entra elas mulheres com deficiência que necessitam destes acessos e não tem.
Mas mesmos com esta barreira eu fui lá e exerci meu direito de cidadã e mulher de votar nas minhas e meus representantes.
As gaúchas e gaúchos tiverem dificuldade para votar, ou tiveram que ser carregados por não ter acesso aos locais.
Ontem um caso me chamou a atenção de foi da Patricia Lorete administradora da página Janela da Patty do Rio de Janeiro que ao ter o local de votação trocado se viu no local de troca sem nenhuma acessibilidade de votar. O local anterior nunca teve problemas para votar. Patty se negou a ser carregado e não teve como votar.
Confira no sua página seu desabafo:
https://www.facebook.com/janeladapatty/photos/a.718940038315947/971182143091734/?type=3&theater

Nós mulheres com deficiência representamos o maior eleitorado entre mulheres e homens com deficiência e tivemos ontem este direito NEGADO.
Até quando, hein?

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...