11 de fev de 2019

LESÃO MEDULAR e a falta de informação na vida de uma pessoa após o trauma.

Ilustração de como é a medula e com um trauma.

Este ano eu completo 19 anos sem andar, após sofrer uma  lesão medular por arma de fogo na altura da T2 e T1.
Esta lesão atingiu as vértebras do tórax que é formada por 11 vértebras sendo a maior da coluna vertebral, minha lesão medular atingiu os membros inferiores e do tronco.
Esta lesão causou perda da sensibilidade abaixo dos mamilos, no meu caso depois de alguns anos eu adquiri sensibilidade na altura das costela que antes não tinha.
Lesão esta muito alta e que trás várias limitações no corpo e no nosso dia a dia, mas quando tudo aconteceu como já narrado por aqui, eu não sabia de nada do que sei hoje, apenas que não voltaria mais andar.
A falta de informação foi fator de muitos episódios horríveis na minha vida, somente depois de dois anos pude entender tudo que tinha acontecido comigo e aprender a viver sobre rodas.
Esta semana fui no posto de saúde e chegando lá vi um rapaz cadeirante esperando na entrada, eu parei quase ao lado dele e fiquei também esperando.
A enfermeira se aproximou de nós e falou para ele, que ele teria que ter uma cadeira motorizada, e que seria ótimo para ele.
Na hora ele disse que não e que tinha os braços bem fortes para empurrar sua cadeira, coisa de homem, talvez, mas me meti no assunto e questionei o por que eu estava usando uma cadeira motorizada.
Relatei ter empurrado uma cadeira manual por quinze longos anos da minha vida e que isso foi fator para que eu começasse a desenvolver outras complicações pelo fato de usar uma cadeira manual e fazer tanta força.
Disse ter tido sorte de ganhar aquela cadeira pois minha lesão não me contempla para ganhar uma cadeira motorizada pelo SUS.
Fui conversando com ele e com sua esposa, explicando algumas coisas que eu sabia, perguntei se ele sabia a altura da lesão medular, se conhecia o Hospital Sarah Kubitschek, se fazia fisioterapia ou praticava esporte..
Diante de tantas perguntas, foram vindo as respostas de uma pessoa que ficou paraplégica e sem informação e conhecimento nenhum da sua realidade, até um ano e oito meses ele andava e hoje esta sobre uma cadeira de rodas.
Confesso que fiquei chocada com a falta de informação e conhecimento sobre sua condição física atual, uma escara gravíssima  com cirurgia recente, três cadeiras de rodas quebradas e nenhum conhecimento para ter uma qualidade de vida melhor.
Na mesma hora fui explicando algumas coisas importantes pra ele, orientando a fazer algum exercício além de empurrar a cadeira.
Deixo aqui que as lesões em mulheres e homens podem ser as mesmas mas as alterações de como o corpo vai responder após um trauma depende de cada corpo, temos especifidades diferentes.
Sua esposa preocupada só me dizia anota aqui neste papal estas coisas para eu pesquisar.
O tempo para nós foi pouco eu sei, mas acredito ter contribuído bastante para que ele possa ter uma vida com menos barreiras sociais e atitudinais.
Eu vim para casa pensativa e preocupada ao mesmo tempo, como pode depois de dezenove anos as pessoas ainda não terem um atendimento humanizado que nos oriente sobre nossa condição física, o quanto isso atrapalha qualquer possibilidade deste rapaz se fizer uma fisioterapia quem sabe andar, ter cuidado com seu corpo em relação as escaras e tantas outras coisas de uma pessoa cadeirante.
Nossa vida é alterada do dia para noite seja pelo motivo que for e mesmo assim não temos profissionais qualificados a nos orientar para facilitar o nosso próprio entendimento, o quanto nós mulheres e homens com deficiência somos ainda invisibilizados por esta sociedade,.
Essa invisibilidade causa danos sociais, psicológicos e físicos, mas quem esta preocupado com isso, é apenas mais uma pessoa a entrar para estatistificas de pessoa com deficiência no Brasil, diga-se de passagem mais de 45 milhões a viverem esse silenciamento.
Me questionei por horas pois hoje temos uma lei( Lei Brasileira de Inclusão ou LBI) que nos garante tantas coisas, tantos direitos, mas  na realidade ainda somos a tal minoria que ninguém olha e quando olha, o olhar é  de pena ou discriminação.
Essa sociedade tão capacitista que nos inferioriza é a mesma que nos nega o direito de acesso e informação.
Aqui escrevendo estas palavras fico ao mesmo tempo me questionando sobre o que posso fazer e como fazer pois o barulho que já faço não esta sendo o suficiente para acabar com a desigualdade entre as próprias pessoas, que agem como se fossemos os diferentes, mas sabemos que na realidade somos tão iguais na existência de ser e existir.
Que nada nos subestime pois enquanto eu estiver neste mundo dos desiguais farei barulho por mim e por todas e todos.
Só peço, me da licença que eu quero e vou passar!

Deixo um vídeo que explica o que é lesão medular.





Mulher se torna ativista depois de ficar paraplégica ao levar um tiro do ex aos 17 anos.

Estou sentada na cadeira de rodas com a cadeira de lado, no meu lado direito várias plantas.

Neste final de semana saiu mais uma matéria contando um pouco de minha história de vida na Revista Donna esta online pelo site:Clique aqui!

"Do tiro disparado pelo ex que a deixou paraplégica à violência obstétrica, a porto-alegrense Carolina Santos aprendeu a seguir em frente. Não só por ela mesma. Vítima de violência e cadeirante, ela fez da própria experiência o motor para ajudar mulheres que passaram e passam pelas mesmas situações."

24 de jan de 2019

3º postagem Construindo novas histórias para meninas e meninos com descrição.


Imagem da Mônica e ao lado a frase: Mudar o mundo não é fácil, mas pode ser divertido!
Isntituto Avon, juntos, construindo histórias para meninas e meninos.


Esta é a terceira postagem do projeto Construindo novas histórias para meninas e meninos, uma parceria entre Instituto Avon, Mauricio de Sousa e ONU Mulheres.

As descrições aqui tem o apoio da empresa AB Consultoria em inclusão e acessibilidade.


                             

                           Construindo Novas Histórias para meninas e meninos.

Descrição da tirinha:Igualdade

1º quadradinho:
Dudu, Milena e Monica estão um ao lado do outro próximos a uma árvore de maça.

Mônica fala: Prontos pra ver quem pega mais maças?

2º quadradinho:
Dudu e Mônica observam Milena que sai correndo e diz: Calam esqueci uma coisa!

3º quadradinho:
Dudu está em cima de uma caixa de madeira. Milena e Mônica estão ao seu lado. Ele está na mesma altura que Milena.

Milena diz: Agora,Sim!

Mônica sorri.





Descrição da tirinha: Relações entre meninas e meninos

1º quadradinho:
Cebolinha está atrás de Cascão. Com a mão na cintura e expressão de brabo, Cebolinha diz: Ih!Olha o Cascão blincando com as meninas!

Cascão, de costas para Cebolinha, diz: Claro!

Mônica e Magali observam os dois.

2º quadradinho:
Cebolinha está com expressão de surpreso.

Alguém diz: Vamos brincar de detetive e vai ser superlegal!

3º quadradinho:
Cebolinha está de chapéu e com uma lupa nas mãos.

Ele diz sorrindo: Cabe um inspetor Cebola na equipe?

Cascão, Mônica e Magali observam brabos.





Descrição da tirinha: Cuidado com o corpo e a mente

1º quadradinho:
Cebolinha cochicha no ouvido de Cascão, que observa.

Cebolinha diz: A ideia é pegar a Mônica desplevenida! A gente captula o coelhinho sem ela saber...

2º quadradinho:
Cebolinha com os braços abertos e olhos arregalados diz: ... Dai, ela vai ficar tão tliste, que vai acabar me dando o titulo de dono da lua! Há, Há, Há!

Cascão observa apavorado.

3º quadradinho:
Cascão com o braço direito para frente, dedo indicador para cima, diz: Ou a gente pode só brincar todo mundo junto, de boa!

Cebolinha com o corpo curvado para frente, mão esquerda no queixo diz: Também funciona!





Descrição da tirinha: Cuidado com o corpo e a mente
1º quadradinho:
Cebolinha está de frente para Mônica, que está com a mão no queixo. Ele olha para ela e fala: Mônica!Eu estava Lepalando Aqui...

2º quadradinho:
Cebolinha com cara de bravo, olha para Mônica, aponta o dedo indicador e diz: Eu não gosto do seu colte de cabelo!

Mônica arregala os olhos para Cebolinha, faz sinal de pare com a mão direita, e diz: Tudo bem, Cebolinha!

3º quadradinho:
Cebolinha observa Mônica, que vai embora. Ela, com as mãos entre abertas diz: É só você não usar!




Descrição da tirinha: Companheirismo

1º quadradinho:
Cebolinha está atrás de Xaveco. Ele aponta com o dedo indicador esquerdo e diz: Xaveco!Quer ajuda pra levar esses jornais? Parecem pesados!

2º quadradinho:
Cebolinha e Xaveco seguram os jornais. Um relâmpago avisa que vai chover.

3º quadradinho:
Cebolinha e Xaveco seguem um ao lado do outro, segurando os jornais. Eles se protegem da chuva com uma folha de jornal aberta sobre suas cabeças.

As narrações acontecem na rua em um lugar gramado.


2 de jan de 2019

O discurso da Primeira Dama! Quando o CAPACITISMO é REproduzido pelas pessoas com deficiência.

Foto de Michelle fazendo o sinal de obrigada em LIBRAS.



Estamos iniciando o ano de 2019 e venho com o meu primeiro post aqui no meu blog.
Este post traz uma experiência vivida por mim ontem e que me deu inspiração para escrever para vocês. Deixo claro que aqui expresso minha opinião e como, eu vejo o mundo. Você que passa por aqui, não precisa concordar com o que penso, mas RESPEITAR o que escrevo.

Para iniciar deixo o significado de CAPACITISMO, titulo deste post:
Capacitismo é a discriminação e o preconceito social contra pessoas com alguma deficiência. Em sociedades capacitistas, a ausência de qualquer deficiência é visto como o normal, e pessoas com alguma deficiência são entendidas como exceções; a deficiência é vista como algo a ser superado ou corrigido, se possível por intervenção médica; um exemplo de postura capacitista é dirigir-se ao acompanhante de uma pessoa com deficiência física em vez de dirigir-se diretamente à própria pessoa.

O termo é tradução da forma nascida em países de língua inglesa, ableism. Usa-se para descrever a discriminação, preconceitos e opressão contra pessoas com deficiência física ou mental, advindos da noção de que pessoas com deficiência são inferiores às pessoas sem deficiência. Inclui, desta forma, tanto a opressão ativa e deliberada (insultos, considerações negativas, arquitetura inacessível) quanto a opressão passiva (como reservar às pessoas com deficiência tratamento de pena, de inferioridade/subalternidade).

O capacitismo pode ser relacionado às pessoas com deficiência assim como o racismo pode ser relacionado a pessoas com cor de pele diferente, ou como o machismo para as mulheres. Se baseia numa determinada concepção anatomicamente padronizada, ou seja, um padrão de corpo definido como perfeito, típico da espécie humana.

Ontem o Brasil parou ou quase parou para assistir a posse do atual presidente.Eu não me conectei em nada o dia todo, até por que não estava nada bem.
Mas a noite um pouco melhor resolvi olhar minha rede social e vi os borborinhos da posse que tomaram espaço nas redes sociais com publicações, comentários e videos sobre o discurso da Primeira Dama.
Muitas das publicações vinham de pessoas com deficiência, tudo por que a primeira dama Michele que tem conhecimento em LIBRAS, resolveu quebrar os protocolos e falou antes do presidente e em seu discurso usou a Língua Brasileira de Sinais.
Em seu discurso falou das pessoas surdas, do seu enganchamento nas causas das pessoas com deficiência, um discurso tradicionalista e populista, como tem sido nesta família.
As questões de politicas públicas  para as pessoas com deficiência e menção as mulheres se quer foram lembradas no seu discurso.
Sendo que neste governo teremos duas mulheres, ou seja, um governo de homens, sem Politicas Publicas para as Mulheres e muito menos para as mulheres com deficiência.
Não preciso aqui lembrar, que neste plano de governo se quer fomos lembradas (os) com projetos de politicas publicas para as pessoas com deficiência, mesmo a esposa de tal candidato sendo uma mulher que desenvolve ações para os mesmos, assim diz ela.
Apos questionamentos dos próprios movimentos em cobrarem um plano de governo, em um estalar dos dedos, pronunciamentos, videos e toda e qualquer tipo de marketing foi usado pensando nas pessoas surdas.
Este fato causou a admiração de muitas pessoas com deficiência no Brasil, claro pessoas favoráveis a este plano de governo, que antes não  governaria para as minorias.
O que mais me preocupou foi a repercussão entre as próprias pessoas com deficiência em serem a favor deste governo, mas até ai tudo bem, eleito pelo povo foi.
Depois de ler tantas coisas sobre este fato da posse, algo me chamou a atenção, as pessoas com deficiência desse Brasil estavam admiradas com o tal pronunciamento feito em LIBRAS.
A primeira dama, mesmo não sendo profissional, acabou tirando o lugar de uma profissional ao protagonizar o heroísmo.
Este ato foi visto como a mulher meiga, cristã e conservadora que incluirá as minorias desse Brasil, ao se pronunciar antes para as minorias ou coitadinhos.
Não bastasse todo esse teatro populista que repercutiu nas mídias, vista como fofa e que trouxe ao seu discurso o Capacitismo politico que  nos coloca nesse lugar de caridade social.
Eu resolvi em minha rede social questionar isso em uma publicação por não achar nada FOFO o ato, e que deveria ser visto como algo normal sem nenhum romantismo politico.
As migalhas que nos são oferecidas neste caso, nada mais é que um direito constitucional.
Estamos sempre lutando pelo nosso PROTAGONISMO e ver as próprias pessoas com deficiência sendo CAPACITISTA me preocupa e muito. Nós não precisamos criar heroínas e heróis quando somos lembrados ou até mesmo quando temos nossos direitos respeitados, seja por leis ou políticas públicas. Não podemos esquecer que durante décadas fomos silenciados por governos ditadores, ou vocês não lembram de nossa história.
O quanto o CAPACITISMO nos coloca neste lugar de anormal e incapaz por não seguir os padrões impostos por esta sociedade. E nos leva ao coitadismo social.
Ao me questionar sobre este fato, pude ter a certeza que também somos pessoas Capacitista ao ver um discurso como ato de bravura para as pessoas com deficiência, em especial as surdas.
Infelizmente também somos responsáveis por criar tanta desigualdade quando não nos preocupamos com o nosso país.
Somos responsáveis por ficarmos sentados esperando por um gesto de caridade que nos inclua na sociedade e juntos damos as costas para as desigualdade por nada fazer.
Só sairemos da tal invisibilidade quando não aceitarmos vivermos nos adaptando a este mundo.
Sabemos que no nosso dia a dia a tamanha humilhação que passamos para sairmos de casa por falta de acessibilidade, o quanto pagamos caro por termos alguma limitação, pois somos uma sociedade capitalista que se favorece de quem precisa e isso vem de décadas.
Mas voltando ao que aconteceu comigo.
Para ajudar minha postagem não foi bem vista por uma pessoa surda, que foi lá e se achou no direito de me cobrar explicações e me ofender por eu achar CAPACITISTA a posição das pessoas com deficiência.
 Isso é um direito meu, e se chama DEMOCRACIA, discordar de um todo, e penso ainda termos DEMOCRACIA de poder discordar das coisas neste mundo.
Estamos através destas atitudes capacitistas criando nossos heróis e heroínas que lembram das minorias, dos esquecidos, dos desiguais. Não preciso lembrar neste post que a Convenção Internacional das Pessoas com Deficiência foi a última a ser criada, que a Lei Brasileira de Inclusão levou 20 anos para ser aprovada e que o Brasil ratificou a Convenção somente em 2008 pelo atual presidente Lula.
Políticas públicas são fundamentais para as pessoas com deficiência, e nos traz a garantia  de ter acesso a educação, ao trabalho, oportunidades, moradia e saúde dignas.

Estamos avançando a passos lentos por direitos neste país, poucos somos lembrados em projetos de leis, em discursos, ações e desenvolvimento social, e a previsão para os próximos anos não são favoráveis para mulheres e homens com deficiência.
O BPC está em perigo e o que estamos fazendo? Estamos conectados em redes sociais atacando e ofendendo quem tem posição contrária a nossa.
Quantas mães com filhos com algum tipo de deficiência dependem deste benefício.
Não seras  os discursos soltos que me causarão admiração. O que me causa admiração são ações efetivas que visam incluir todas as pessoas sem discriminação nenhuma por gênero, raça, deficiência e condição social.
No ano que passou em parceria com as Inclusivass e Coletivo Feminino Plural apoiamos um projeto de lei da vereadora Margarete Moraes que vai beneficiar as mulheres com deficiência ao procurarem um posto de saúde e terem acesso aos aparelhos, ou seja, estaremos sendo incluídas para prevenir qualquer tipo de doença que muitas vezes deixamos de lado nossa saúde por termos que passar pela humilhação de não termos um atendimento humanizado.
Projeto aprovado por unanimidade na Câmara de Vereadores de Porto Alegre e lá estava eu.
Não sou uma militante vista como a coitadinha, mas sou vista como uma mulher que busca sair da desigualdade e com outras mulheres buscamos por isso, sem nenhum COITADISMO em nossa luta.
Queremos enquanto movimento de mulheres com deficiência o nosso PROTAGONISMO e um dia sermos incluídas nesta sociedade por igual. 
Para finalizar preciso lembrar que temos uma deputada que criou o projeto de lei que regulamenta, a Profissão de Tradutor e Interprete de LIBRAS (Lei Nº 12.319, de 1º de setembro de
2010), Maria do Rosário, mulher que tem andado ao lado das mulheres com deficiência desse Brasil e precisamos de pessoas comprometidas com nossos direitos, ela se quer foi exaltada e nem precisa pois fez por desenvolver em seu plano politico estas ações para todas e todos.
Confesso que não foi nada FOFO as ofensas que me fizeram escrever este post, mas sigo com minha opinião seja ela contraria ou não.
Não serei SILENCIADA e minha fala é de uma mulher com deficiência, vitima de uma sociedade machista!



29 de dez de 2018

2º postagem Construindo Novas Histórias para Meninas e Meninos com descrição.

Imagem da Mônica e ao lado a frase: Mudar o mundo não é fácil, mas pode ser divertido!
Isntituto Avon, juntos, construindo histórias para meninas e meninos.

O ano está terminando, mas estou passando por aqui para trazer uma novidade maravilhosa construída algumas semanas atrás.
Quem aqui me acompanha, sabe o quanto me preocupo com as questões de acessibilidade do meu blog e página, e sempre tive vontade de ter uma parceria que me ajudasse a tornar as coisas que faço mais acessível.
A novidade de final de ano é que todas as descrições de imagens estáticas postadas aqui no blog terá o apoio/parceria da AB Consultoria em Inclusão e Acessibilidade.

Na primeira postagem, coloquei sobre ter a possibilidade de ter uma parceria com alguma empresa que trabalhe com descrição de imagens estáticas, e não é, que em poucos dias eu tive uma respostas super positiva.

Nesta segunda postagem, como na primeira, já iniciei a parceria com a empresa AB Consultoria em Inclusão e Acessibilidade.

AB Consultoria Inclusão e Acessibilidade, é uma empresa especializada na produção e comercialização de produtos e serviços, visando a autonomia e independência das pessoas com deficiência – física e sensorial. Está no mercado desde maio de 2018, no entanto, seus profissionais possuem uma larga experiência no assunto, pois, além de terem formação acadêmica, são pessoas com deficiência, conhecedores diretos das demandas enfrentadas por essa parcela da população.

Nosso objetivo é incluir as pessoas com deficiência em todos os espaços da vida social e cultural, tornando todos os ambientes acessíveis, para que este público viva plenamente, oferecendo ao mercado produtos e/ou serviços básicos de qualidade. Desta forma, facilitando a interação da pessoa com deficiência.
Então se você precisa de algum material ou produto acessível já sabe onde encontrar, é só clicar no nome da empresa e será encaminhado para o site.

Lá, além de encontrar materiais acessíveis para promover a autonomia da pessoa com deficiência, você pode entrar em contato com os consultores para buscar maiores informações sobre os serviços/produtos oferecidos. Com certeza, eles te auxiliarão!

Quero agradecer a AB Consultoria por essa parceria que iniciamos aqui no meu blog e que venham muitos trabalhos futuros para que juntas possamos incluir cada pessoa que passa por aqui e me acompanha.

Projeto Instituto Avon, Mauricio de Sousa e ONU Mulheres.
                   
                Construindo Novas Histórias para meninas e meninos.




Descrição da tirinha PROTAGONISMO:

1º quadradinho:

Cebolinha esta atras de Jeremias e aponta o dedo indicar da mão esquerda e diz: O que você tá fazendo, Jeremias?
Jeremias com o corpo curvado pra frente, na mão direita segura um pote de água e coloca no chão.  Com a mão esquerda passa a mão na cabeça de um cachorro. O cachorro olha feliz o pote e esta com a língua pra fora.

2º quadradinho:

Cebolinha gesticula com os braços ao lado de Jeremias e diz: Mas que diferença faz colocar água pra um cachorro só?
Jeremias ao seu lado olha para Cebolinha  e gesticula com a mão esquerda e diz: Pro mundo não sei!
O cachorro feliz bebe a água do pote.

3º quadradinho:

Cebolinha com o corpo curvado pra frente e com os braços para trás observa. Jeremias agajado abracando o cachorro que em pé lambe o rosto de Jeremias.
Jeremias diz: Mas pra ele já fez toda diferença.

A narração acontece na rua em um lugar gramado.


Descrição da tirinha O PODER DAS PALAVRAS E ATOS:

1º quadradinho

Cebolinha e Jeremias estão um ao lado do outro e observam o Cascão que esta mais a frente caminhando.
Cebolinha diz: Olha lá, Jeremias! Como o Cascão está bonitão, hoje!
Jeremias observa e com a mão esquerda no queijo diz: Ê!

2º quadradinho

Cebolinha ao lado de Jeremias diz: Clalo que não! Como eu fico nessa histólia?
Jeremias ao seu lado olhando para Cebolinha diz: Você já falou isso pra ele?

3º quadradinho

Cebolinha ao lado de Jeremias observa.
Jeremias diz: Feliz!

A narração acontece na rua em um lugar gramado. A 1 e 3º tirinha vemos a sombra de uma parte de uma casa.


Descrição da tirinha AMOROSIDADE:

1º quadradinho

Mônica esta com o corpo curvado pra frente e com a mão esquerda gesticula. A sua frente  há um coelho e Milena que esta com a mão direita na boca, observa o coelho.
Mônica diz:Tem dias que ele acorda assim, emburrado!Não sei o que fazer.
Cebolinha caminha no fundo da imagem.

2º quadradinho

Mônica observa, Milena que esta abraçada no coelho.
Entre os dois vemos vários corações.
Milene diz: É só ser amorosa com ele que a braveza vai toda embora! Isso é fácil de resolver!
Cebolinha ao fundo observa com os olhos arregalados.

3º quadradinho:

Cebolinha abraça Mônica e diz: Assim...
Mônica fica com uma cara triste.

A narração acontece na rua em um lugar gramado.

Descrição da tirinha ACOLHIMENTO:

1º quadradinho

Cebolinha e Cascão correm em direção de Luca que esta em sua cadeira de rodas.
Cebolinha diz: Luca, não deu pla ver você jogar basquete ontem, mas viemos dar palabéns pelo plêmio!
Luca observa.

2º quadradinho

Cebolinha e Cascão com o corpo pra frente observam Luca que com a mão esquerda segura a roda da cadeira e a mão direita gesticula pra eles.
Ele diz: Obrigado, galera!Mas meu time perdeu!

3º quadradinho

Cebolinha esta com as duas mãos pra frente e com os olhos fechados diz: Já sabemos!
Cascão esta do lado de Cebolinha com a expressão de feliz, diz: Mas estamos falando de outra categoria!
Luca sorri segurando um troféu que esta escrito: Amigo Nº1

A narração acontece na rua em um lugar gramado.

Descrição da tirinha AMIZADE E CUIDADO ENTRE AS MENINAS:

1º quadradinho

Denise e Mônica estão sentadas no chão, uma ao lado da outra.
Elas sorriem e aplaudem.
Denise diz: Bravo!
Mônica diz: UHUU.
A frente delas Magali esta em cima de uma caixa de madeira e com o corpo curvado pra frente em posse de agradecimento diz: Fim do último ato!

2º quadradinho

Denise e Mônica uma ao lado da outra observam Magali.
Magali gesticula com os braços pra frente e diz:Eu acho que vou ser atriz!E vocês, o que querem ser?

3º quadradinho

Denise e Mônica estão sentadas no chão. Mônica com os dois braços pra frente e sorrindo diz:As primeiras da fila.
Magali esta em cima da caixa de madeira com o corpo curvado observa Mônica

A narração acontece na rua em um lugar gramado.

1º Premio Juntas Transformamos e o reconhecimento do meu trabalho.

Estou segurando a placa ao lado das companheiras do Instituto Avon ,entre elas a diretora Daniela.

Hoje vou contar um pouco de como foi a viagem minha e da Ewelin a São Paulo, claro muita emoção e novas amizades nos cercaram nestes dias que ficamos lá.
Esta viagem aconteceu por eu ter sido uma das premiadas pelo Instituto Avon na categoria Projetos, como revendedora Avon que atua no combate ao enfrentamento á violência contra as mulheres no RS, chegamos no dia 21  a tarde e fomos direto para o hotel onde fui informada que neste dia teríamos MAKE para irmos ao jantar de reconhecimento das premiadas.
Gente a primeira vez que eu sou maquiada com os produtos da Avon, uma bancada cheio de todo os produtos que nós revendedoras tanto vendemos e muitas vezes não temos a oportunidade de comprar e esse foi meu caso, que emoção ser maquiada por uma equipe de profissionais e depois fazer um penteado maravilhoso.
Com o look pronto a noite seguimos para o restaurante Tratoria Fasano um lugar lindo e muito chique, ali fomos recebidas pela equipe do Instituto Avon, diretores responsáveis por fazer desta empresa a lidar em ações sociais voltadas para o tema da prevenção do câncer de mama e violência contra as mulheres.
Eu e Ewelin pudemos apresentar um pouco do nosso trabalho para o presidente da Avon, Jose Vicente e dizer que esta parceria iniciou-se em 2016 com o projeto Todas São Todas que teve como objetivo incluir as mulheres com deficiência nas politicas de enfrentamento a violência contra as mulheres e demais politicas.
Neste encontro pude conhecer todas as revendedoras, e rever pessoas importantes para nosso projeto, Mafoane e Lirio que em 2016 conheci no encontro realizado pelo Fundo Elas no Rio de Janeiro.
A noite foi maravilhosa eu e a Ewelin pudemos compartilhar com as pessoas um pouco do nosso trabalho e conhecer mulheres incríveis.
No dia seguinte tivemos um passeio de ônibus para conhecermos a cidade de São Paulo e seus pontos turísticos, a passeio durou até o inicio da tarde e pudemos fazer um lanche no mercado público um lugar enorme e lindo, bem diferente do nosso. O lugar que ficaríamos seria no 2º andar mas não tinha nenhum elevador funcionando para variar lá não poderia ser diferente.
A equipe que estava com a gente na mesma hora organizou no andar térreo um local para lançarmos, depois do lanche e muitas risadas voltamos para o ônibus e fomos descansar para a noite.
A noite era a entrega do Prêmio Viva em parceria com a Revista Marie Claire e Instituto Avon, que iria premiar pessoas que desenvolvem ações para o enfrentamento da violência contra as mulheres no Brasil. Lá pude rever grandes companheiras de luta, Nadine Gasman, Amalia Fischer e Maria da Penha, além de muitas atriz e grandes cantoras entre elas, Karol Conka e Elza Soares que juntas agitaram a noite.
A revendedora Avon premiada foi a Josefa, psicologa leva atendimento psicológico para as mulheres vitimas de violência.
Maria da Penha foi homenageada e durante sua fala, eu me emocionava e muito pois via naquela mulher e nas suas palavras a minha história de vida  e tudo que faço para que mulheres não sofrem o que sofri em uma relação abusiva.
Noite magnifica, linda e emocionante foi finalizada ao show de Paula Lima, eu e a Ewelin agitamos tudo que podia pois no dia seguinte era o nosso último dia em São Paulo.
No dia seguinte seguimos para a empresa da Avon e passamos o dia em formação, mas infelizmente não pudemos conhecer a fabrica, claro o que eu mais queria e as demais revendedoras.
Neste dia também recebi das mãos da diretora do Instituto Avon a placa de reconhecimento do prêmio entre outros mimos durante estes dias.
Na volta para casa alguns probleminhas que me custaram 23 horas sentada na cadeira e duas semanas com os pés super inchados, mas valeu cada minuto, valeu cada mulher maravilhosa que pude conhecer e em especial a querida Margarida, ser iluminado.
Na volta pra casa mais uma experiência maravilhosa nesta minha vida que há seis anos escolhi seguir pelas mulheres e fazer por elas.
Até escrevendo me emociono e muito e não tem como não se emocionar pois só eu sei tudo que já passei para seguir este trabalho por todas.
Este prêmio me reconheceu como embaixadora no enfrentamento a violência contra as mulheres aqui no Rio Grande do Sul e que venham muitos reconhecimentos pois seguirei esse trabalho pois este é o meu caminho.
Meu agradecimento a toda equipe do Instituto Avon e em especial a querida Mafoane que pude ter a oportunidade de conhecer em 2016.

Valeu e muito estes três dias com essa mulherada incrível pois JUNTAS TRANSFORMAMOS.

Algumas das fotos estão na minha página: www.facebook.com/Deficiente.Eficientes

Conheças o Instituto Avon e suas ações sociais: https://www.facebook.com/InstitutoAvonOficial/


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