20 de ago de 2018

Adriana Abreu Dias - a mulher com deficiência que trouxe fatos preocupantes sobre nosso país.





No dia 3 de agosto de 2018 ocorreu em Brasília a primeira audiência pública para discutir a ADPF 442, que trata da descriminalização do aborto no Brasil.

Um dos discursos mais impactantes foi da Antropóloga Adriana Abreu Magalhães Dias, ela é uma mulher com deficiência e foi representar o instituto Baresi.


Já no início ela agradece o convite e ainda faz um pedido aos demais "por favor, nunca falem por nós, nem sobre nós, sem a nossa presença".


Foram 19 minutos de fala e durante este tempo ela fez um belo discurso onde trouxo muitas informações preocupantes sobre meninas e mulheres com deficiência nos dias atuais. São fatos pouco falados, por isso hoje dedicamos esta postagem para destacar alguns trechos retirados da fala da Dra. Adriana.

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"... A situação de maior vulnerabilidade das mulheres com deficiência no acesso a saúde sexual e reprodutivo torna ainda mais urgente a discriminação do aborto..."


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"...Somos nós historicamente, a população de mulheres esterilizadas compulsoriamente..."


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"...Barreiras atitudinais (mitos, tabus, preconceitos), arquitetônicas e comunicacionais fazem com que nós enfrentamos diversos obstáculos para acessar nossos direitos sexuais e reprodutivos..."


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"...Não há educação integral sexual nas escolas do Brasil, então imagine como é para uma mulher cega, ou surda, para encontrar acessoa a informação sobre sexualidade ou direitos sexuais e reprodutivos..."


                                                                  ~*~


"...Na barreiras atitudinais podemos citar a dificuldade que temos para conversar com os médicos sobre nossa sexualidade. Para eles a nossa sexualidade ativa não é atraente, para eles nós somos estéreis, para eles sempre geraremos filhos com deficiência e não teremos condições de cuidar deles. Estes esteriótipos fazem com que se quer recebemos informações confiáveis sobre anticoncepção..." 



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"...Não há, se quer, na maior parte do país,instalações e equipamentos acessíveis a mulheres com deficiência..."


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"...As meninas com deficiência são as maiores vítimas de violência sexual na casa, na escola e na rua. Porém, estas mulheres e meninas sequer conseguem informar que foram abusadas e sequer conseguem ser entendidas..."



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"...Meninas, e mulheres, com deficiênciasão as principais vítimas de abuso sexual. Mais de 70% das cegas, 60% das surdas e 90% das meninas com deficiência intelectuais. É injusto ameaçá-las de cadeia quando elas não querem seguir com a gestação..."


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"...As meninas e mulheres com deficiência acabam vivendo o capacitismo de forma solitária, porque é comum que ela seja a única da família que tem deficiência, e sua experiência única fazendo com que muitas vezes ela não encontre acolhimento nem mesmo na família..."



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"...Assim como qualquer outra pessoa, qualquer outra mulher, as mulheres com deficiência também devem ter o direito de decidir como desejam formar famílias..."



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"...A única maneira legitima de reduzir o número de abortos em casos que deficiências são detectadas, é garantir a proteção integral aos direitos das pessoas com deficiência que vivem com deficiência. Serviços, saúde e escolas com equipes treinadas para inclusão, políticas de suporte mulheres e famílias cuidadoras, maiores incentivos a inclusão no mercado de trabalho e uma arquitetura social favorável a diversidade aos corpos e vivências são alguns exemplos. Apenas assim seria possível garantir que as mulheres grávidas não tomem decisões baseadas no medo efetivo de serem abandonadas pelo Estado, pela comunidade e pela família..."




Assista e compartilha a vídeo completo da fala de Adriana:




Via: Cantinho dos Cadeirantes

Rotary Club, meu agradecimento.

Foto do seu João sorrindo com as mãos nas baterias em cima da mesa, e eu a frente olhando para a foto.

O post de hoje é muito mais muito especial para agradecer o Rotary Club.
Vamos lá?

A Penélope (cadeira motorizada) eu ganhei em 2015 para a minha alegria em poder andar onde eu quiser sem ter que sentir dor nas costas, para ter esta autonomia a cadeira conta com duas baterias 12 volts que são carregadas diariamente independente do uso ou não.
Essas baterias tem durabilidade de um ano mas como eu só uso para sair elas duraram mais tempo, quando completou dois anos de uso eu comecei a ter problemas na durabilidade da carga.
A cada saida uma parada para poder recarregar as baterias para poder voltar para casa e as coisas foram piorando e me preocupando pois dependo desta autonomia para fazer todas as coisas.
Como eu já havia iniciado a campanha para a compra da cadeira de banho eu acabei continuando para a compra das baterias pois o valor seria um pouco menor e esse dinheiro eu não teria.
Mais uma vez eu precisaria da ajuda das pessoas para conseguir as baterias e comecei a divulgar a campanha novamente e a falar do que estava acontecendo.
Como tudo na minha vida tem muita emoção com as baterias não foi diferente, era o dia das mães estávamos em casa fazendo um almoço pois este ano não passei com minha mãe e preferi passar o dia com o filho e o Hélio.
Meu telefone toca era a Clarinha ela me diz: Carol tenho uma novidade lembra que tinha te falado da minha amiga Livia e que ela conhecia o pessoal do Rotary, pois ela fez contato com eles e contou tua história e na hora eles falaram que iam comprar as baterias para te dar.
Já temos as baterias, minha emoção foi tanta que falei que presente no dia das mães e como tudo na minha vida tem esses momentos.
Agradeci ela muitas vezes pois esta sempre me ajudando e desta vez não foi diferente, passaram algumas semanas até marcarmos o encontro com o presidente do Rotary.
O encontro foi no Coletivo por ser acessível para mim, neste dia ia conhecer as duas pessoas responsáveis por esta realização a Lívia e o seu João.
A Lívia chegou primeiro pude agradece-la e abraça-la e falar uma pouco mais e logo em seguida chegou o seu João com as baterias, gente minha emoção com uma vontade de gritar era enorme.
Seu João apresentou o projeto do Rotary sobre a campanha das tampinhas e que com esta campanha eles compram cadeiras de rodas e entre outras ações e que uma delas foi a compra das baterias.
Gente as mesmas tampinhas que eu tinha iniciado a campanha para a compra da cadeira de banho e que agora estavam me beneficiando.
Um projeto legal que ajuda muitas pessoas e que nem fazemos ideia por isso juntem tampinhas e doem para estas instituições pois elas ajudam outras pessoas.
O material que eu juntei durante a campanha estarei doando para este projeto e só tenho a agradecer as pessoas envolvidas nesta realização, Clarinha, Telia, Cristiano (taxista que me ajudou a instalar as baterias novas quando voltei pra casa)  Lívia e João meu muito obrigada.
Hoje a Penélope esta a mil ando por tudo e volto com carga para casa, ter autonomia é fundamental e estou me sentindo livre.
Agradeço muito ao projeto ROTARY por ajudar muitas pessoas que necessitam de ajuda.



30 de jul de 2018

2º Semestre da Faculdade.

Print da tela do meu celular com a imagem da plataforma com as notas.

Gente como vocês estão?
Estou quase retomando os estudos e não tinha parado para escrever como foi o segundo semestre, mas vamos lá.
Em fevereiro iniciei o segundo semestre da faculdade em meio as ferias do Roberth e com aquele calorão de lascar, de inicio comecei o mês com 6 provas e finalizei o semestre com umas 33 provas.
Correria diaria, trabalho, estudo, familia, casa e euzinha me derão um cansaço terrivel que acabei ficando em apenas um modulo e quase enlouqueci.
Estudo e mais estudo se tornaram rotina por aqui, eu já estava até sonhando com as materias mas com uma torcida enorme que me ajudava a acreditar que tudo ia dar certo.
No dia da prova estava nervosa que preferi não pegar mais nos estudos pois já me sentia cansada e fui com pensamento positivo para a faculdade, iniciei a prova com dúvidas pois os textos são enormes para você lembrar de tudo.
A cada pergunta as dúvidas me dominavam, lia e relia até ter certeza ou quase e assim foi a prova cheia de dúvidas mas muito confiante.
Os dias passaram até sair o resultado e diferente da primeira vez que chorei horrores desta vez me deu um alivio quando vi que a nota que faltava era 7,50 sendo que eu precisava só de 6,00.
Um alivio me encaminhava para o terceiro semestre e assim estou seguindo.
Já estou preocupado com o estágio que será outra etapa com desafio para mim.

25 de jul de 2018

5 anos do Roberth.


Foto de nos três um ao lado do outro o Roberth no meio. A nossa frente a mesa decorada de dinossauros.

Este mês foi bem especial para nós pois teve aniversário do nosso filhote, no meio da indecisão em comemorar ou não seu aniversário pois a última festinha foi quando ele completou dois  e três anos, nos demais só fizemos um bolinho coisa simples.
Perguntamos para ele se ele queria a festa ou um tablet novo e claro ele nos disse que queria a festa de aniversário.
Gente uma observação eu não escrevi sobre os outros aniversário do Roberth no meu blog e assim como tantas outras coisas pessoais mas tinha meus motivos e isso vai mudar daqui para frente prometo pois sei que a maioria das pessoas que passa por aqui torce por non.

CHEGA DE SILÊNCIO POR AQUI!

 Mas continuando, fomos organizando tudo, no dia de seu aniversário tivemos um dia agitado dos dois lados e cantamos parabéns a noite com um bolo de chocolate que ele adora.
A festa foi só no fim de semana no sábado a tarde e o dia estava lindo o que favoreceu tudo.
Reunimos a família e nossos amigos(a), convidei minha amiga para vir para cá e me ajudar com a casa pequena uns vieram e outros no dia e assim fomos organizando tudo.
O garoto foi para minha irma para fazermos uma surpresa para ele, eu e a Katia na organização da decoração e doces e o Hélio na organização da janta.
O tema da festa foi de dinossauros pois ele esta nesta fase e os presentes que ele ganhou também foi vários dinossauros.
O tempo passou tão rápido a cada ano estávamos ali do lado dele comemorando mais um ano de vida cheio de desafios e vitorias.
Que dia lindo pudemos proporcionar ao nosso garoto que encantado ficou com tudo, tudo feito com muito amor e carinho, o seu sorriso, sua alegria contagiou a todos presentes no dia.
Só tenho a agradecer pelo minha família e amigos que estiveram presentes agitando este dia que foi até altas horas e no dia seguinte seguimos comemorando com grande estilo.

O tempo passa muito rápido e quando percebemos eles já cresceram.
Filho nos te amamos muito, você é nossa razão de ser.


9 de jul de 2018

A voz como ferramenta: A luta de Carol Santos contra o feminicídio e o silêncio.

Foto do rosto de Carol, que com mão a esquerda segura um rímel e passa no cílios, com a mão direita segura um estojo de maquiagem onde se olha no espelho e passa o rimel. Esta maquiada.

Baleada por um ex-namorado, ela descobriu uma voz capaz de acabar com o medo e o silenciamento: "Hoje meu trabalho é esse: falar. Fazer de tanto sofrimento uma luta".

Elisandra Carolina dos Santos foi baleada nas costas pelo ex-namorado quando tinha 17 anos. Ficou paraplégica. Largou a escola. Calou-se. Só aos 30, descobriu o poder da sua voz. "Hoje eu falo muito porque fiquei em silêncio 13 anos", diz ela, que tem hoje 36 anos.


E seu caminho como ativista começou com um gesto simples, mas revolucionário. Carol, como gosta de ser chamada, descobriu o Coletivo Feminino Plural há cinco anos, durante um flashmob em Porto Alegre. No ato, todas deitavam no chão - menos ela, que da sua cadeira de rodas se dobrou toda para encostar uma mão no solo, em um gesto que a conectou para sempre com o movimento. "Eu tive acolhimento dessas mulheres. Precisava me sentir protegida", conta. Era a força de que precisava para contar sua história. "Hoje meu trabalho é esse: falar. Fazer de tanto sofrimento uma luta".
Meu trabalho é falar. Fazer de tanto sofrimento uma luta. Se eu não falasse, não seria quem eu sou hoje.





CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Além de participar do Coletivo, Carol é membro do grupo Inclusivass, que reúne mulheres portadoras de deficiência.
Descrição:  Carol esta de perfil do lado direito, seus rosto não aparece nitidamente, ela coloca sua mão esquerda próxima a orelha. Em uma parede um cartaz com a frase em tons lilas.JUNTANDO TODAS NÓS, GRITAMOS PELA MESMA COISA.


Então estudante, Carol foi alvejada em uma manhã de domingo por um rapaz de 15 anos, seu ex-namorado. Tinham ficado juntos por nove meses. "Ele controlava minha roupa, minha pintura, me levava e me buscava na parada de ônibus todos os dias, mas naquela época, eu não entendia os sinais. Achava que era carinho, atenção", conta.


Até que Carol terminou o relacionamento sufocante para ficar com um colega de aula. Apenas três dias depois de assumir o novo namoro, o ex-namorado apareceu na casa dela e baleou os dois. O namorado atual morreu na hora. Carol foi socorrida e levada para o hospital, onde ficou no mesmo quarto que seu agressor por dois dias, até que ele morreu em decorrência do tiro que deu na própria cabeça.


Quanto tu me enxergas, não tens que ver a cadeira, tem de ver a mim.




CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Então estudante, Carol foi alvejada em uma manhã de domingo por um rapaz de 15 anos, seu ex-namorado.
Descrição: Carol esta sentada em sua cadeira de rodas esta de lado, olha suavemente para o foto, esta maquiada,seu cabelo crespo e abaixo dos ombros esta para o lado esquerdo, usa uma blusa floral em tons preto, vermelho e verde, usa colar colorido, veste uma calça jeans. Ao fundo vários livros em pratilheiras.


Ela saiu de lá 15 dias depois, com uma meta complexa: recomeçar. "Levei cinco anos para sair de casa sozinha. Tinha medo do mundo, medo de empurrar minha cadeira, medo de não conseguir empurrar". Na primeira vez que enfrentou as ruas sobre rodas sem apoio de ninguém, foi para procurar uma escola. A duras penas, conseguiu terminar o ensino médio em um colégio que não era adaptado e enfrentando uma incontinência severa decorrente da paralisia. Foi graças à monitora da escola estadual Inácio Montanha, dona Gelci, que a amparava nos momento de crise, que Carol conseguiu vencer aqueles três anos.


Hoje, ela é mãe de um menino de cinco anos, Júlio Roberth, cuja gestação inflamou ainda mais seu ativismo. "Cada vez que o bebê mexia, o que é uma coisa tão gostosa para as outras mulheres, eu sentia muita dor. Às vezes, chegava a gritar", lembra. Mesmo assim, com uma barriga de seis meses, estava empurrando a cadeira na Marcha das Vadias.


Hoje me sinto uma referência de voz na luta da violência contra as mulheres. E como vou falar, chorando? Enfraquecida? Não. Tem que ser com firmeza.





CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Para conseguir dar conta, Carol colocava seu filho no colo e saía empurrando "Penélope" com uma mão só.
Descrição: A foto mostra parte de sua cadeira e corpo, em destaque vemos a mão de Carol sobre o Joystick de sua cadeira motorizada. 

A gravidez e o parto normal contrariaram o padrão para uma cadeirante. O problema é que, por isso, Carol virou caso de estudo no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, e a acolhida não foi bem como ela esperava. "No primeiro pré-natal, fui tocada por cinco pessoas diferentes". Nas 12 horas de trabalho de parto, a mãe paraplégica foi atração para médicos e residentes. "Meu parto só faltou virar filme, todo mundo no hospital foi olhar", conta. Menos o pai de Júlio Roberth, que é deficiente visual. Mas Carol convenceu a equipe do hospital a deixar que a doula permanecesse na sala de parto, e, assim, narrar para Hélio o nascimento.


Carol e Hélio namoram há anos, mas nunca moraram juntos. Ela sempre cuidou de Júlio Roberth sozinha. "A única coisa em que precisei de ajuda foi para dar banho no nenê. Aí vinha o pessoal do posto de saúde, a comadre, e me ajudavam". Carol colocava Júlio Roberth no colo e saía empurrando a cadeira com uma mão só. Hoje, dá carona ao filho a bordo da Penélope, sua cadeira de rodas elétrica.


O movimento de pessoas com deficiência não trabalha com recorte de gênero. As minhas necessidades são diferentes das de um homem com deficiência, o acesso que eu preciso em um posto de saúde não é igual.





CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
A meta delas é mostrar que mulheres e homens portadores de deficiência têm necessidades diferentes, mas precisam de igual acesso.
Descrição:Carol esta sentada em sua cadeira motorizada, da um breve sorriso,a cadeira esta de lado e mostra seu corpo todo, ao fundo várias pratilheiras com livros.


Não há mais medo, mas sair de casa ainda é uma aventura: primeiro, é preciso esperar passar um ônibus adaptado; torcer para que as vagas de cadeirantes não todas estejam ocupadas; e ainda, que o cinto de segurança funcione. Isso quando consegue sair de casa, pois, na rua onde mora, não há calçadas, e com chuva fica tudo alagado. Faixa de segurança também não há, e simplesmente atravessar a rua é um desafio. Mas ela não se priva de reclamar. "Na prefeitura, todo mundo sabe quem é Carol, porque já fiz muito tumulto. Por onde eu passo e me sinto impedida [de transitar], eu me manifesto, reclamo, registro protocolo."


Por onde eu passo e me sinto impedida [de transitar], eu me manifesto, reclamo, registro protocolo.




CAROLINE BICOCCHI/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Carol sabe que a estrada é longa, e ainda carece de um simples calçamento. Mas ela não vai mais se calar.
Descrição:Foto do rosto de Carol, que com mão a esquerda segura um rímel e passa no cílios, com a mão direita segura um estojo de maquiagem onde se olha no espelho. Esta maquiada.


Além de participar do Coletivo, Carol é membro do grupo Inclusivass, que reúne mulheres portadoras de deficiência. A meta delas é mostrar que mulheres e homens portadores de deficiência têm necessidades diferentes. No posto de saúde, elas precisam de estrutura específica para atendimento ginecológico, por exemplo. Na delegacia da mulher, deveria haver estrutura para uma surda poder denunciar um estupro sem ter de marcar hora com um intérprete de libras. Carol sabe que a estrada é longa, e ainda carece de um simples calçamento onde sua Penélope possa rodar. Mas ela não vai se calar mais.


Ficha Técnica #TodoDiaDelas

Texto: Isabel Marchezan

Imagem: Caroline Bicocchi

Edição: Andréa Martinelli

Figurino: C&A

Realização: RYOT Studio Brasil e CUBOCC

O HuffPost Brasil lançou o projeto Todo Dia Delas para celebrar 365 mulheres durante o ano todo. Se você quiser compartilhar sua história com a gente, envie um e-mail para editor@huffpostbrasil.com com assunto "Todo Dia Delas" ou fale por inbox na nossa página no Facebook.

Todo Dia Delas: Uma parceria C&A, Oath Brasil, HuffPost Brasil, Elemidia e CUBOCC

Fonte:HuffPost Brasil

25 de jun de 2018

Meu agradecimento pela compra da Charmosa.

Foto da cadeira de banho.

Hoje vamos falar da campanha que iniciei alguns meses atras para comprar a minha cadeira de banho como já havia falado em outro post.
Iniciei esta ideia com a proposta de juntar tampinhas e depois vende-las, fui divulgando com o pessoal e criei até uma pagina para divulgar mais e com isso mobilizei uma galera para me ajudar e os materiais começaram a serem entregues no Coletivo, para agilizar as coisas iniciei outra campanha da Vaquinha na internet pois a grana poderia facilitar a compra, e mais uma vez fui tendo muita ajuda, um certo dia o tio da van do meu bebe veio aqui em casa pois já estava me ajudando com as tampinhas e latinhas e me disse que eu ficaria muito tempo juntando milhares de tampinhas para somar o valor e que tinha resolvido unir as pessoas que conhecia e pedir ajuda de cada um para a campanha totalizando em um total de mais de mil reais em dinheiro e que iria me entregar este dinheiro para a campanha.
No hora eu fiquei emocionada pois com este valor arrecadado eu estava próxima e adquirir a cadeira, segui com a vaquinha e em pouco tempo eu já tinha os quase dois mil reais em dinheiro e muito material das tampinhas que depois vi que sozinha não conseguiria dar conta de levar até o zona norte para poder vender.
Feliz da vida estou pois eu ouvi cada besteira desde que havia iniciado este projeto por estar buscando por ajuda coisa que não tenho vergonha nenhuma para se ter qualidade de vida você que é uma mulher com deficiência  paga caro demais. Somos instrumento do capitalismo nesta hora.
Com o dinheiro das arrecadações em mãos iniciei a pesquisa da compra para ver onde comprar, mas acabei optando pela loja Pé de Apoio por ser perto e eu ter como ir lá ver a cadeira.
Fui na loja ver a cadeira e iniciamos um processo de adaptação da cadeira para que eu pudesse usar a cadeira de forma autônoma e com um ajuste aqui e ali a CHARMOSA veio para casa finalmente, na hora coloquei a outra fora pois estava horrível que nem dava vontade de tomar banho.
Meu primeiro banho na charmosa foi maravilhoso e como disse uma amiga minha: é o minimo para se seguir.
No vídeo que segue abaixo, eu agradeço a cada pessoa que contribui para a realização deste objetivo.
Foi bem difícil gravar por conta da emoção.

MEU MUITO OBRIGADA!




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