9 de ago de 2012

Luva-robô capaz de interpretar Libras é apresentada na CP de Recife.

Um dos criadores com a luva 

Invenção auxilia pessoas com necessidades especiais. Tecnologia foi desenvolvida por alunos e ex-alunos do Colégio Apoio.

Luna Markman
Os campuseiros conheceram na tarde deste domingo (29), na Campus Party Recife, um protótipo de robô capaz de interpretar a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), auxiliando pessoas com necessidades especiais, como autistas e gente com paralisia cerebral. A tecnologia foi desenvolvida por alunos e ex-alunos do Colégio Apoio, do Recife.
O robô foi concebido para participar da First Lego League, em 2011, no Estados Unidos, cujo tema era o uso da tecnologia para melhorar o corpo. "Nossa escola é inclusiva. Temos alunos com paralisia cerebral e focamos no nosso contexto escolar, pensando em ajudar quem está ao nosso redor, para assim alcançar quem está fora também", explicou a professora Vancleide Jordão, que orienta os estudantes. O projeto foi vencedor na categoria Profissionalismo Mundial.
O grupo percebeu o potencial científico do projeto e começou a trabalhar no seu desenvolvimento. O equipamento participou da Mostra Nacional de Robótica e da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia. Dois alunos ganharam bolsa de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) para financiar os estudos em cima da luva tradutora.
Já são dois anos e meio desenvolvendo o robô, que usa a Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), ou seja, substitui a fala para compensar a dificuldade de expressão oral. É simples: a criança e uma equipe formada por fonoaudiólogos, psicólogos e parentes definem gestos para cada letra. A luva tem sensores que acompanham os movimentos dos dedos, enviando os dados para o Arduíno, que é um controlador open source de robótica.
O Arduíno compara os sinais que chegam com os dados pré-programados pela equipe. A letra aparece em um monitor LCD, transmitindo a mensagem do usuário. Assim, um tal movimento pode significar que a pessoa está com fome, feliz, triste... Para montar a luva, os estudantes usaram as plataformas Arduíno e Lego Mindstorms NXT.
"A luva resolve o problema das várias linguagens voltadas para pessoas com necessidades especiais, que também estão em constante mudança. Agora estamos trabalhando para dar mais leveza ao protótipo, tirar os fios", falou o bolsista Pedro Jorge Silva. O jovem lembrou, ainda, que o robô, além de traduzir, também pode controlar por meio da tecnologia assistiva. A luva pode, por exemplo, controlar uma cadeira de rodas, usando a mesma lógica dos sensores.
Fonte: G1
 

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