27 de jul de 2012

Bullying nas escolas.


Criança com a mão no rosto e a palavra Bullying ao lado.


O que antes era visto como preconceito hoje tem outro nome Bullying você sabe o que é isto esta matéria vai exclarecer  nossas dúvidas e ajudar a evitar o Bullying que começa nas escolas pelo fato das crianças não serem orientadas sobre as diferenças seja ela qual for.
Com o objetivo de disseminar em todo o país informação e esclarecimento sobre o que é bullying e como fazer para combatê-lo em nossas escolas, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou em 2010, através do programa Justiça nas Escolas, uma cartilha antibullying.
Além de distribuída nos Tribunais de Justiça e nas Secretarias de Educação de cada Estado para serem repassadas às escolas, a cartilha pode ser baixada na internet (www.cnj.jus.br). O objetivo, segundo Daniel Issler, juiz auxiliar da presidência do CNJ, é justamente provocar a discussão entre o maior número de pessoas, tanto no ambiente escolar como fora dele: “O bullying é uma questão muito séria e que afeta a todos nós. Por isso, queremos envolver toda a sociedade na luta contra essa prática terrível.”
O texto, elaborado pela médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora também do livro "Bullying: mentes perigosas nas escolas", fala de forma clara e direta sobre o tema. Nele, expõe o perfil dos agressores e das vítimas, fala sobre as variadas formas de bullying - como o cyberbullying, por exemplo, que com a facilidade dos jovens aos meios tecnológicos vem se disseminando cada vez mais -, dá dicas de como perceber em casa se seu filho está sendo vítima ou praticando bullying e encoraja a denúncia desse tipo de prática como forma de se prevenir e erradicar o problema.
Segundo Issler, a população vem dando mais importância ao tema. O que antes era tido como “brincadeira de criança” agora já é visto de outra forma. “Pais, alunos e gestores escolares estão mais informados e sensibilizados sobre o horror que é o bullying e isso se reflete em um número maior de casos notificados nos Conselhos Tutelares de cada região”, afirma ele.
Como denunciar

Embora só recentemente o tema esteja ganhando maior visibilidade, especialistas garantem que o bulliyng sempre existiu. Quem afinal não foi vítima das tais brincadeirinhas sem graça na época do colégio? Apelidos maldosos, piadinhas, intimidações, humilhações ou em alguns casos até violência física?
Além dessas características, para se caracterizar como bullying, é preciso que essas atitudes sejam repetidas, intencionais e ocorram de tal maneira que a vítima não tenha condições de se defender.
Em todas as escolas do país e do mundo elas acontecem, infelizmente. No Brasil, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizada em 2009, a PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), mostrou que quase 30% dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental que foram entrevistados admitiram já ter sofrido bullying. As capitais que apresentaram índices mais altos foram Distrito Federal (35,6%), Belo Horizonte (35,3%) e Curitiba (35,2%). Por isso é importante frisar: denuncie, não fique calado.
Quando acontece um caso de bullying, ele deve ser comunicado à direção da escola que é obrigada então a notificar o Conselho Tutelar, explica Issler. Algumas cidades do país, como Porto Alegre, Curitiba e Campo Grande têm inclusive lei antibullying em vigor. Na prática, essas escolas são obrigadas a manter um programa de combate ao problema e constantemente capacitar seus professores para que possam identificar e lidar da melhor forma possível com o bullying e o combate a ele.
Ana Beatriz vê com ressalvas o assunto: “Sinceramente, me preocupo com essa coisa de leis pulverizadas porque pode acabar virando um negócio eleitoreiro e que na prática não traga avanços. Se é para existir, que seja uma lei federal. Mas no meu entender nem precisa porque o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o nosso próprio Código Civil já dão conta da situação.”
Quando o caso é mais grave, é preciso recorrer à Justiça comum. Em relação ao cyberbullying, isso tem se tornado mais freqüente já que nem sempre dá para simplesmente parar com as agressões/insultos. Um vídeo postado na internet é replicado, reproduzido de uma forma incontrolável. E o pior: o anonimato dá ao agressor uma sensação de impunidade que o fortalece mais e mais. Nesses casos, o ideal é pedir ajuda a delegacias especializadas em crimes virtuais. Assim, a identidade do agressor pode ser descoberta. Uma vez feito isso, os pais das vítimas podem pedir reparação por danos morais.
Em 2012, a campanha continua

A boa notícia é que vem mais mobilização por aí. A cartilha do CNJ foi apenas a primeira etapa do processo. Conforme adiantou Ana Beatriz, está previsto para o ano que vem um concurso de âmbito nacional premiando as escolas participantes que de alguma forma façam ações de combate ao bullying: “Os alunos de escolas públicas e particulares poderão inscrever seus trabalhos em 12 categorias diferentes, como teatro, vídeo, redação, esporte e outras que ainda estão sendo definidas. Tem que ser uma coisa lúdica, bacana, que desperte o interesse da garotada. Eles vão discutir coisa séria se expressando na linguagem que mais gostarem.”
Fonte: Rede Globo. 

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