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12 de nov de 2012

Novo método ajuda a reparar lesões em nervos da medula espinhal.

Imagem de um médico sentado.


Cientistas das universidades de Liverpool e Glasgow, no Reino Unido, descobriram um possível método para reparar lesões em nervos da medula espinhal.

Com base no conceito de que a cicatrização do tecido lesado na medula cria uma barreira impenetrável à regeneração do nervo, causando a paralisia irreversível associada com lesões na coluna vertebral, os cientistas descobriram que os açúcares de cadeia longa, chamados sulfatos de heparano, desempenham um papel significativo no processo de formação de cicatrizes em modelos de células em laboratório.
Os resultados da pesquisa têm o potencial de contribuir para novas estratégias de manipulação do processo de cicatrização induzido na medula espinhal, melhorando a eficácia das terapias de transplante de células em pacientes com este tipo de lesão.
A cicatriz ocorre devido à ativação, com mudança de forma e rigidez, de células chamadas astrócitos, que são os principais suportes nervosos da medula espinhal. Uma forma possível para reparar lesões nervosas é o transplante de células de suporte a partir de nervos periféricos, chamados de células de Schwann. A equipe, no entanto, descobriu que estas células secretam açúcares de sulfato de heparano, os quais criam cicatrizes que podem reduzir a eficácia da reparação dos nervos.
A novidade apresentada agora é que este processo pode ser inibido por heparinas quimicamente modificadas, que impediriam a reação cicatrizante dos astrócitos, abrindo novas oportunidades para o tratamento.
O professor Jerry Turnbull, do University of Liverpool's Institute of Integrative Biology, afirmou que "a lesão medular é uma condição devastadora e pode resultar em paralisia permanente. Os açúcares que estamos investigando são produzidos por quase todas as células do corpo e são semelhantes à heparina utilizada para o afinamento do sangue".
"Estudos em células animais ainda são necessários, mas o interessante sobre este trabalho é que ele pode, no futuro, fornecer uma maneira de desenvolver tratamentos para melhorar a reparação de nervos, usando células Schwann do próprio paciente, suplementadas com açúcares específicos", completa Turnbull.
Fonte: R7

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