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11 de ago. de 2020

Sou cadeirante e fui chamada de louca por querer exercer meu direito à maternidade.

Estou sentada na cadeira de rodas, com as mãos na barriga e olhando para ela.

Mais uma matéria sobre minha história de vida publicada no HuffPost no mês das mães.

Matéria completa:

https://m.huffpostbrasil.com/entry/carolina-santos_br_5ecf2809c5b606ab5d0513ab?utm_hp_ref=br-homepage&ncid=other_homepage_tiwdkz83gze&utm_campaign=mw_entry_recirc

"Eu tinha 17 anos de idade quando sofri uma das piores violações de direitos humanos, a tentativa de feminicídio. Um tiro pelas costas interrompeu todos os meus planos de um amanhã.

Minha primeira barreira não foi o sofrimento por saber que não andaria mais, mas foi aceitar usar uma cadeira de rodas. Ainda lembro quando acordei com vontade de cozinhar um arroz com linguiça — sempre gostei de cozinhar. Algo simples, mas que se tornava um desafio. Ficar sentada em uma cadeira de rodas sem equilíbrio e com muita falta de ar... O arroz teve que ser finalizado por minha mãe, que sempre esteve ao meu lado.

O tempo foi passando e eu carregando as lembranças de ter perdido naquele mesmo dia a pessoa que eu amava. Talvez a perda viesse acompanhada das mudanças e marcas, feridas, manchas no rosto, corpo — 10kg mais magra, xixi e cocô na fralda faziam parte dessa realidade e história de vida.

Já não me sentia mais mulher e nem desejada. Quem ia querer alguém naquelas condições físicas e fisiológicas? Eu já me via como um corpo imperfeito em todos os sentidos... Ter prazer ou dar prazer já não fazia parte dessa condição. Esse momento na minha vida era o que todas as mulheres como eu enfrentam ao não estar nos padrões impostos pela sociedade."

Via: HuffPost

17 de nov. de 2012

Retrato Eficiente-Entrevista e ensaio fotográfico com Carla Paiva

Logo do projeto e ao lado os 7 participantes



Entrevista com Carla Paiva, Assistente Social e fotógrafa que criou o projeto Retrato Eficiente com fotos de pessoas com deficiência e realizou uma exposição deste trabalho na 58º Feira do Livro com parceria com o projeto Poesia Inclusiva no dia 28/10, conheça seu projeto inclusivo.
Queria destacar algo que me chamou muito a atenção ao participar do ensaio de Carla Paiva, ela participa ativamente ajudando o retratado nas transferências de locais o que mostra mais ainda seu carinho e o tempo para o ensaio que Carla acha fundamental pois cansamos mais rápido e ela tem este controle, as fotos são retiradas ao ar livre.

Entrevista:

1) Quem é Carla Paiva?

 Carla Paiva é uma mulher de 40 anos, tranquila, que gosta da vida. Atualmente trabalha com fotografia, gosta de fazer trilhas e de viajar.
  
2) Porque você escolheu ser fotografa?

 Trabalho com inclusão de pessoas com deificência a 14 anos, já trabalhei na AACD, 

APAE-Canoas, Associação de Cegos de Canoas. Sou militante da causa da inclusão, 

detesto quando vejo uma pessoa com deficiência ser maltratada. A fotografia apareceu na 

minha vida em 2005 quando fiz um curso e me apaixonei. Comecei a fotografar e a partir 

de julho de 2012 resolvi juntar as duas coisa que mais gosto de fazer, inclusão e 

fotografia.

3) Me fale de sua página no Facebook Retrato Eficiente e seu trabalho?

A página Retrato Eficiente e o blog, servem para divulgar o trabalho. No meu ponto de 

vista o projeto merece um espaço onde eu possa mostrar este 

trabalho com as pessoas com deficiências.Comecei a fotografar este ano quando no 

projeto Retrato Eficiente eu fotografei uma moça amputada e divulguei e logo em seguida 

as pessoas começaram a curtir e até  pessoas de outros estados entraram em contato 

comigo  e fotógrafos conhecidos reconheceram meu trabalho e o valor social da 

fotografia.

O melhor de tudo neste trabalho é ver os retratados disserem que se sentem a vontade 

comigo e alguns dizem sempre ter tido vontade de fotografar mas tinham vergonha por 

serem deficientes.

Meu trabalho tem como objetivo fotografar pessoas com deficiencias e mostrar a elas e a 

sociedade a beleza que muitos não querem ver.

4) Como você vê uma pessoa com deficiência?

Vejo uma pessoa com deficiência como qualquer outra...não consigo pensar que ela seja 

diferente, claro que algumas utilizam um equipamento ou algo que faça a vida dela ser 

mais tranquila. Todas tem direitos e deveres, todas podem amar, podem trabalhar e 

devem ser feliz.

5) O que você mudaria hoje para ajudar as pessoas com deficiências?

O que eu mudaria para ajudar uma pessoa com deficiência...eu acabaria com o 

preconceito e com a mania que as pessoas tem de ter dó do deficiente.

Carol Constantino.Ela esta sentada no chão ao seu lado sua cadeira e suas pernas uma esta dobrada a frente do corpo e a outra deitada

Aline Massone. Ela esta encostada em um tronco com a mão direita na cintura, olha em direção a foto e sorri.


Estou sentada na cadeira com o corpo de lado com as mãos na cola da camisa e olhando pra cima.


Bruna Koth. Ela esta sentada na cadeira com o braço esquerdo encostado em corrimão de madeira 



Gaby. Ela esta sentada no chão ao seu lado esquerdo a cadeira, sua mão esquerdo do lado do seu queixo e a direito na cadeira, ela sorri.


Luis. Ele esta com seu braço esquerdo dobrada com a mão no queijo esta sentado no chão e com o mesmo braço apoiado na cadeira.Ele sorri.


Guilherme Finotti. Ele esta no chão com as pernas dobradas a frente do corpo esta encostado em duas pedras e seu rosto esta de lado com a mão direita encostada na pedra e no rosto sua cadeira aparece em frente a uma pedra ao seu lado.


Link do vídeo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=43cxpmsis6k&feature=youtu.be







21 de ago. de 2012

Entrevista com Luiza Caspary - O Caminho Certo - com audiodescrição (AD)

Eu e Luiza Caspary.
Foto: Nilton Santolin.



 Esta semana é a "Semana da Pessoa com Deficiência e minha homenagem é para uma cantora muito talentosa e que faz a diferença de apenas 23 anos mas com uma grande bagagem musical, pude conhece-la ao ir em um show aqui em POA e conhecer seu trabalho mas o que me chamou mais a atenção foi ela fazer a descrição do palco, músicos, instrumentos e sua descrição porque neste dia estávamos em um grande grupo de amigos cegos e todos foram surpreendidos com sua atitude de inclusão.
Luiza conquistou muitos fãs e fez a diferença que muitos artistas não fazem, mas vejo isso como uma atitude de sensibilidade por ser a primeira cantora a fazer um vídeo com audiodescrição, ferramenta que descreve tudo aquilo que os olhos não veem.. Confiram a matéria que fiz com ela e conheçam seu trabalho.

Carol- Conte um pouco de como foi o inicio de sua carreira e da sua  trajetória? Como começou a cantar?
 Luiza-
Desde pequena sou exibida e sem vergonha. Comecei em casa imitando as personagens de novela e fazendo a família rir.
Divertir os outros sempre me encantou.
Meus tios tocavam violão sempre depois da janta, no repertório tinha muito Lulu Santos e Raul Seixas, dito e feito, a primeira música que aprendi a cantar foi "Eu nasci há 10 mil anos atrás" de Raul. Toooodo final de janta tocávamos ela.
Nasci afinada e com ouvido musical, mas foi começar a cantar jingles publicitários e ser dirigida por músicos e maestros que me fez crescer, ser exigente e estudar.
Carol- Conte quais são seus projetos e sobre o seu CD  “Caminho Certo”?
Luiza-
Tenho muitos projetos, o pimeiro deles é ser feliz e deixar claro para as pessoas que amo, que as amo.
Pra eu produzir e criar, preciso estar tranquila, com a mente limpa. Por isso, sou muito transparente e verdadeira com as pessoas, acho que isso faz parte do signo de Áries também...
Fazer música e pensar música é como quase respirar pra mim, tudo eu associo à sons, ritmos, melodia, letra, é quase um vício.
Gosto muito de fazer releituras de músicas já consagradas, acho que isso nos instiga a criatividade, e ajuda a resgatar canções, mas dando nossa personalidade à elas, então tenho 2 webséries no YouTube onde faço isso "Alone at home" e "At home with Friends".
Sobre o disco "O Caminho Certo", estou trabalhando nele há mais de 2 anos e não vejo a hora de lançar, pois as músicas que estarão nele eu escrevi quando tinha entre 16 e 19 anos, agora tenho 23 e ele será lançado. Além disso, você imagina a quantidade de canções que não compús nesse meio tempo? Umas 100.
O fato é, que a música que dará o título ao disco "O Caminho Certo", é muito importante na minha carreira, foi ela a primeira música que escrevi e que me achei madura, me trouxe prêmio em Festival, começou a tocar na rádio, está num longa metragem que estréia  em Gramado - "Insônia", e as pessoas se adonam dela como sendo a própria história , acho isso lindo!
Tem dois casais que sempre gosto de citar: 
A Jaqueline e o namorado, que começaram a namorar durante um show meu em 2006, e escreveram nas alianças de noivado Em uma "O Caminho Certo" e na outra "A escolha Perfeita"


Frases: Caminho Certo e a Escolha Perfeita.

E a Stephany e Júnior, um casal de amigos meus, que tatuaram em um braço "Você que é eu" e "Eu que sou você" ambas frases, também fazem parte da letra da música.

Frases: Eu que sou você e Você que é eu, Luiza e Sphany
Carol- Você chegou a pensar em seguir em outra carreira?
Luiza-
Ser artista nunca foi planejado, foi natural.
Comecei a cantar e atuar muito cedo, e sempre adorei arte, roteiros, criar, e cativar e lidar com pessoas.
Mas amo fazer várias coisas, escrever, produzir eventos e shows, inventar projetos..
Gosto de estar sempre com o corpo e cérebro funcionando.
Quando eu era criança, bem pequena, queria ser diarista! Adorava limpar e faxinar o quarto da minha prima, que era muito bagunceira.. Aquilo me dava uma satisfação imensa!
Carol-Quais as dificuldades que são encontradas por um cantor?
Luiza-
A primeira dificuldade, é as pessoas entenderem que é uma profissão dura como qualquer outra, e não uma diversão..
Quando estou indo fazer um show no teatro ou casa noturna , as pessoas me dizem "Boa Festa", ao invés de "Bom trabalho", que seria o certo.
Por trás de uma gravação, ou de um show tem muito trabalho, muita gente envolvida... Ensaios, equipe, gastos, escolha de repertório, figurino, arranjo musical... Tudo pra que fique o melhor possível para quem toca e ouve.
A diferença é que não temos hora, nem rotina a seguir, então muitas vezes trabalhamos mais, e invadimos a noite registrando coisas.. 
E hoje, não basta ser cantor, se você não se produz bem, se não investe seu tempo gerando conteúdo, notícia, produzindo sempre algo. Quem tem um bom investidor chega mais rápido nas paradas de sucesso, isso é fato. Mas, meu objetivo não é ter pressa, e sim fazer meu trabalho direito, com muito amor e dedicação. 
Carol-Você só trabalha com música?
Luiza-
A "música", é um mercado muito amplo.
Você pode tocar cover na noite em bares, tocar apenas em eventos empresariais, tocar em navios, fazer musica própria e gravar disco, gravar trilhas publicitárias ou de cinema... No meu caso me enquadro nas duas últimas opções, trabalho muito em estúdio, gravando jingles, trilhas e locuções para propagandas de tv e rádio, assim como trilhas para filme, e invisto no meu trabalho artístico autoral, e essas são sim, minhas atividades de área, que me sustentam - A MUSICA

Também faço teatro, atuo num grupo de humor e improviso aqui em São Paulo, e acabamos de fazer 2 meses de Temporada.
Aprendi muito criando personagens e me desprendendo mais ainda de vaidades!
Carol- Conte como surgiu a ideia de fazer um vídeo de sua música de trabalho com audiodescrição para pessoas com deficiência visual e se tem mais projetos com acessibilidade?
Luiza-
Minha mãe Marcia Caspary e minha amiga Mimi Aragón fizeram juntas um curso de AD em 2010.
A partir daí, não falavam de outro assunto, e começaram a me envolver.
Elas pesquisaram e viram que ainda não havia um videoclipe musical com AD, então me sugeriram de fazermos!
Eu achei incrível a idéia... então juntaram o BLA (Branco Laboratório de AD) e a Mil Palavras, escreveram roteiro, que teve a revisão de alguns cegos do grupo, e gravamos!!
Optamos por um locutor masculino, para não chocar com minha voz feminina durante a música.
O Locutor é Kiko Ferraz - locutor oficial da National Geografic Brasil e também técnico de áudio do meu disco de estréia.
Eu não vejo a hora de fazer outro clipe com AD e libras ou legenda também!
Carol- Como você vê a inclusão de pessoas com deficiência na cultura?
Luiza-
Na verdade, eu penso como isso não existia antes? 
Acredito ser uma questão de tempo para as  pessoas entenderem que a acessibilidade deve andar junto com outras prioridades em um projeto, e não ser algo secundário.
Eu acho incrível poder levar" TODAS" as pessoas ao meu show, e passar minha mensagem a elas.
A troca que se tem, é grandiosa e impagável!
Fico feliz em fazer "a diferença", mesmo achando que já devia ser algo básico e que todo artista devia se preocupar.



Menina que cortou o cabelo igual ao de Luiza Caspary.


Queria destacar dois fatos interessantes que aconteceram apos o show que Luiza realizou em POA.
Rodrigo tem apenas cinco anos e no dia do show enquanto não chegou perto dela para tirar uma foto não sossegou, sua mãe Josiane França diz que foi Amor a primeira vista e que ele volta e meia canta o refrão da musica, o outro fato foi que a filha Gieniffer dela levou o CD de Luiza para escola e mostrou para os colegas e uma de suas colega ao ver a foto do cabelo achou legal e pediu para mãe cortar igual o de Luiza, esses são seus fãs mirins.


Luiza, Rodrigo e Josiane.
Foto: Nilton Santonin;


Luiza e banda.
Foto: Nilton Santolin.


Luiza e Gabriel na apresentação  feita no Teatro São Pedro.
Foto: Nilton Santolin.

Luiza dando toda atenção aos fãs apos o show.
Foto: Nilton Santolin.

Deixo o link da musica "O caminho certo" com audiodescrição.




 Link: http://www.youtube.com/watch?v=i9y2zyUEGvA

5 de ago. de 2012

Entrevista com Cristiano Refosco sobre seu projeto" Era uma vez um conto de fadas inclusivo"

Chapeuzinho vermelho na cadeira de rodas com alguns amigos.
   
 Os contos de fadas sempre fizeram parte da nossa infância e crescemos lendo e assistindo os contos da Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho entre outros mas ter uma nova visão destes personagens e uma nova história já é possível graças a grande ideia que o escritor e ilustrador Cristiano Refosco teve ao criar uma coleção de 11 livros " Era uma vez um conto de fadas inclusivo"com o diferencial de que o personagem principal tem algum tipo de deficiência.
     E o Blog Carol Diversidade apoia este projeto e fez uma entrevista com Cristiano Refosco falando do seu blog Centauro Alado e sobre este projeto.
     Cristiano Refosco é fisioterapeuta, atua na área neuropediatria há 11 anos, sendo que atualmente integra a equipe da Kinder de Porto Alegre que atende crianças com deficiência.
     Tem uma Empresa Inclus que presta consultoria a escolas e empresas trabalhando especificamente na Inclusão e Acessibilidade.

Cristiano esta abaixado ao meu lado.

Entrevista com Cristiano Refosco.


Carol-  Porque escolheste o nome Centauro Alado?

Cristiano - Quando pensei em fazer o blog, queria que ele reunisse assuntos relativos ao meu interesse, em diversos aspectos. O nome Centauro Alado vem do fato de eu gostar de mitologia grega e por achar a figura do centauro muito representativa. O centauro é metade homem e metade cavalo, ou seja, tem a inteligência do homem e a força do animal. Um centauro alado poderia voar, o que seria uma combinação perfeita entre força, inteligência, sensibilidade e liberdade. São características que considero fundamentais no ser humano: força para ir adiante mesmo diante das dificuldades e dos preconceitos, inteligência e sensibilidade para nortearmos nossos caminhos e, liberdade, para irmos e virmos, sem barreiras.

 Carol- Porque você escolheu falar dos assuntos relacionados as pessoas com deficiência?
 Cristiano- Na verdade, o blog aborda vários assuntos, mas o carro chefe são temas relacionados às pessoas com deficiência. Como trabalho com fisioterapia há 13 anos e convivo direto com esse público, achei que seria legal criar um espaço onde pudesse discutir questões relacionadas a esse universo. Porém, senti a necessidade de mesclar outras temáticas, tais como literatura, cinema, música, história, etc. Queria um blog que não fosse interessante apenas para quem tem algum tipo de deficiência, mas para as pessoas no geral. Afinal, Inclusão passa por isso...

Carol- Me fale do seu mais novo projeto" Era uma vez um conto de fadas inclusivo"?

Cristiano- “Era uma vez um conto de fadas inclusivo” é uma coleção de livros infantis composta por 11 contos de fadas onde os personagens possuem algum tipo de deficiência. Chapeuzinho Vermelho é cadeirante, Branca de Neve é cega, Aladim tem Síndrome de Down, Cinderela não tem um pé, etc. A ideia é apresentar o universo das pessoas com deficiências para as crianças através de personagens que já lhes são familiares. Ao longo desses 13 anos em que trabalho como fisioterapeuta, observei que crianças sem deficiência que convivem com crianças com deficiência lidam de uma forma muito natural com questões relacionadas às diferenças. A coleção também conta com um cd com áudio livro e com a audiodescrição das histórias, para as crianças e adultos que possuam deficiência visual.
Os textos e as ilustrações são de minha autoria, o designer gráfico é do artista Leandro Selister e a audiodescrição é da Mil Palavras. O projeto tem o apoio Ministério da Cultura e patrocínio de duas empresa a SAVAR e AGCO .

Como você vê a Inclusão de crianças com deficiência nas escolas e a preparação dos professores?
Infelizmente, a Inclusão de crianças com deficiência nas escolas ainda é muito mais um conceito teórico do que prática. Existe uma legislação que determina que as crianças com deficiência sejam aceitas nas escolas regulares, mas não existe investimento em tecnologia assistiva, adaptações do meio físico e formação de profissionais (educadores e monitores) para receber esses alunos. Por outro lado, já estive em escolas onde havia sim investimento nas questões físicas (rampas, mobiliários adaptados) e formação de educadores, mas onde os professores não se julgavam aptos a trabalhar com essas crianças em sala de aula. Como sabemos, incluir uma criança com deficiência na sala de aula é muito mais do que colocá-la sentada no meio dos seus coleguinhas sem deficiência, mas sim, proporcionar maneiras de que ela interaja com o meio e vice versa e que consiga usufruir do direito de ser educada. E isso, na maioria das vezes, demanda mobilização e criatividade por parte dos professores. Numa sala de aula com trinta alunos que também requerem a atenção (sejam quais forem as suas necessidades) por parte dos educadores, é compreensível que os mesmos sintam-se inseguros quando recebem uma criança com deficiência. Colocar a Inclusão na prática é um grande desafio que requer criatividade, boa vontade e persistência de todos os lados.
Eu, Josiane e Cristiano.

Deixo o link da matéria que Cristiano Refosco fez no seu blog dando continuidade deste dia um dia de grande aprendizado para mim, Josiane e Cristiano.
 Blog de Cristiano: centauroalado.blogspot.com


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